Um suspeito caso de preconceito está repercutindo nos Estados Unidos. O ator Maurice McKnight, conhecido em seus filmes adultos por "Moe the Monster" (‘’Moe, o Monstro’’, em português), está processando a DF Productions, antiga empresa que produzia suas obras.

A alegação é que uma das funcionárias da produtora, a atriz que ainda não teve seu nome revelado, tenha lhe chamado por ‘’n’’ duas vezes, durante um dos filmes em que contracenaram. O termo, considerado por muitos ofensivo, é comumente usado nos Estados Unidos para substituir o termo, popularmente preconceituoso, "nigger", que em português seria equivalente a "negão" ou "crioulo".

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Maurice revela que durante o filme, que foi lançado em julho de 2017, a atriz que foi sua companheira em uma das cenas, lhe ofendeu e o humilhou. Entretanto, a atriz falou que fazia parte do roteiro do filme e que ele, caso quisesse contestar, deveria fazê-lo com o diretor.

O ator, então, pediu para que a produtora não lançasse o vídeo, porque não estava confortável com o modo como foi tratado durante as filmagens. "Eu não me importo se eles não acham ofensivo, eu acho. Não me senti bem, eu disse para eles", disse McKnight.

O problema é que o vídeo no qual o ator supostamente sofreu preconceito não está mais online. A DF Productions, por sua vez, tem um conteúdo exclusivo para assinantes, e alegou ter excluído o vídeo assim que tomou conhecimento do descontentamento do ator com a cena mencionada no processo.

Maurice McKnight, em entrevista, ainda disse: "Nós, atores negros de filmes adultos, sofremos com o preconceito todos os dias. Somos humilhados para trazer dinheiro às empresas que lucram com este sentimento de ódio. Quero que esse processo ande para que essas palavras sejam eliminadas de uma vez por todas da indústria de filmes adultos."

A prova trazida pelos advogados do ator no processo são algumas mensagens de texto enviadas em dezembro de 2017, cinco meses depois que o filme foi ao ar, nas quais Maurice pede a exclusão dos vídeos.

A resposta do diretor, em outras palavras, foi de que Moe precisava parar de reclamar, que ele concordou com os termos antes do filme ser lançado e que iria processá-lo se ele não parasse de ameaçar a produtora.

O processo foi divulgado pela primeira vez nessa quinta-feira, dia 19, pelo jornal estadunidense New York Daily News (integra do processo disponível no site do jornal). A defesa do produtora DF ainda não foi ouvida.