No domingo (6), a Promotoria Pública de Dresden, no Norte da Alemanha [VIDEO], emitiu mandando de prisão contra Ursula Harverbeck, de 89 anos, por incitação ao ódio e por negar, publicamente, a existência do Holocausto. A idosa afirma, categoricamente, que Auschwitz não foi um campo de concentração e extermínio em massa, mas, sim, de trabalho. Para ela, o Holocausto é uma grande mentira da história.

Ursula foi presa na casa dela, em Votlo, região Noroeste da Alemanha, nessa segunda-feira (7). A Justiça alemã já a havia condenado anteriormente por diversas vezes desde 2004, mas a "vovó nazista" - como foi apelidada pela imprensa alemã - recorreu da decisão.

Foram inúmeras as condenações e ela nunca havia sido presa por causa da morosidade nos processos de apelação. A idosa não se intimidou e continuou negando as atrocidades cometidas durante o regime nacional-socialista.

Para se ter uma ideia do quão insistente e desafiadora é a Ursula, em um de seus julgamentos, distribuiu folhetos aos presentes e até ao juiz com mensagens do tipo "somente a verdade vos libertará" .Em 2016, ela voltou a ser condenada. Dessa vez, a octogenária enviou cartas a um jornal alemão nas quais negava as monstruosidades cometidas durante regime nazista.

A condenação partiu de um tribunal de Dresden. De acordo com a decisão, Ursula Harverbeck deverá passar dois anos presa. A idosa tinha até o último dia 2 para se apresentar às autoridades, mas não apareceu. A Justiça, então, deu ordens para as forças policiais cumprirem o mandado de prisão expedido.

A condenada não foi encontrada na casa dela e não havia informações sobre onde estava. Nessa segunda-feira, as autoridades voltaram à casa de Ursula, encontraram-na e, por fim, cumpriram o mandado de prisão. A idosa foi levada diretamente a um presídio de Bielefeld, no estado da Renânia, onde deve cumprir a sentença de dois anos de prisão [VIDEO]. Ela é viúva de Werner Georg, um conhecido líder do partido nazista.

A legislação alemã é bem clara em seu artigo 130 do Código Penal: "Quem negar, aprovar ou minimizar, publicamente ou em uma reunião, um ato cometido durante o regime nacional-socialista (...) será punido com pena de prisão de até cinco anos".

A rede de campos de concentração de Auschwitz é considerada o símbolo do Holocausto ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham sido executadas nesses campos de concentração.