Em tempos de busca por uma vida mais saudável, a Irlanda lançou um novo imposto que taxa bebidas adoçadas. A medida entrou em vigor neste mês de maio e agora será mais caro para os irlandeses beber um refrigerante, por exemplo.

Todos os produtos à base de água ou suco com mais de 5 gramas de açúcar por 100 mililitros terão os valores elevados, inclusive águas aromatizadas, bebidas energéticas e esportivas.

Não serão tributados sucos pasteurizados e as bebidas lácteas, se não houver adição de açúcar, assim como versões light e zero de refrigerantes.

A taxa varia de acordo com o nível de açúcar, 20 centavos de euro (R$ 0,89) para bebidas entre 5 e 8 g de açúcar para cada 100 ml da bebida e 30 centavos de euro (R$ 1,32) para bebidas com maior quantidade de açúcar. Os refrigerantes como a Coca-Cola e a Pepsi têm entre 10g e 11g de açúcar por 100 ml.

O aumento para essas bebidas será de cerca de 40% em relação ao preço atual.

O objetivo, a princípio, é reduzir o consumo de bebidas adoçadas e diminuir as taxas de obesidade. Com isso, também há um estímulo para que a indústria busque novas fórmulas para os seus produtos, atendendo a uma demanda crescente por produtos mais saudáveis.

Além de melhorar a Saúde da população, há uma expectativa de aumentar a arrecadação em 40 milhões de euros (R$ 175,6 milhões) nos próximos 12 meses apenas com o novo imposto.

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Saúde

Segundo analistas, essa arrecadação cairá à medida que a indústria fizer as substituições em suas bebidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa há anos que o consumo de bebidas adoçadas é uma das maiores causas de obesidade e muitos estudos reforçam essa informação. Por isso, a entidade recomenda a adoção de tal política.

Reconhecidamente, a Irlanda caminha na direção certa para diminuir a obesidade e estimular hábitos de alimentação saudável.

Situação em outros países

Essas medidas já foram adotadas em outros países como México e Reino Unido. No mês de abril, foi o Reino Unido que apostou em uma medida semelhante. Os resultados já são observados com o anúncio de empresas que decidiram mudar as fórmulas de suas bebidas e evitar a taxação. Mais da metade da indústria de bebidas no Reino Unido anunciou que irá buscar novas fórmulas para seus produtos e evitar a tributação.

O México já é um exemplo. A tributação semelhante é aplicada no país desde 2014. Segundo a revista The Lancet, houve uma redução de 17% no consumo desse tipo de produto entre as famílias mexicanas com menor poder aquisitivo.

No Brasil, por enquanto, está na expectativa. Algumas escolas e famílias já tentam manter as crianças longe dos refrigerantes e sucos muito adoçados. Uma tendência mundial em busca de uma reeducação alimentar e de hábitos de vida mais saudáveis.

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