Juan Carlos Cruz, um sobrevivente de abuso sexual por um sacerdote chileno falou com o papa na semana passada sobre sua experiência. Durante a discussão de sua sexualidade com o pontífice de 81 anos de idade, Cruz afirmou que ele havia sido desacreditado de suas alegações por vários bispos chilenos, muitos dos quais foram removidos de seus postos.

De acordo com The Guardian, o papa Francisco então disse a Cruz: “Juan Carlos, se você é gay, não importa.

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Deus te fez assim e te ama assim e eu não me importo". Ele deixou claro que o ama assim e que ele deve ser feliz como ele é, mostrando total aceitação.

Muitas pessoas destacaram que esta afirmação neutraliza as ideias de que as pessoas escolhem sua orientação sexual ou que Deus odeia pessoas gays. Ambas ideias são frequentemente usadas para insultar ou discriminar pessoas do mundo LGBT, o que significa que isto pode marcar um passo altamente progressivo para o papa e a história da Igreja Católica.

No entanto, muitos também afirmaram que isso indica uma contradição das visões da Igreja Católica sobre os gays, uma vez que atualmente não há consenso na igreja sobre a situação das pessoas gays.

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O Vaticano ainda não confirmou a declaração do Papa Francisco. Apesar da crescente aceitação dos direitos LGBT em muitas partes do mundo e das primeiras esperanças de que o Papa Francisco seria um pontífice mais progressista, isso infelizmente não aconteceu.

Vaticano proíbe homossexuais

Em 2016, o Vaticano reafirmou a proibição dos padres homossexuais afirmando que se você “praticar a homossexualidade”, não será bem-vindo como padre.

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O comunicado dizia: “A Igreja, respeitando profundamente as pessoas em questão, não pode admitir ao seminário ou às ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais arraigadas ou apoiam a chamada 'cultura gay'."

Para a Igreja católica essas pessoas, na verdade, encontram-se numa situação que os impede gravemente de se relacionar corretamente com homens e mulheres.

Afirmando ainda, que não se deve ignorar as consequências negativas que podem derivar da ordenação de pessoas com tendências homossexuais arraigadas para o sacerdócio.

O papa Francisco anteriormente pareceu reverter o compromisso, quando declarou em 2013: "Quem sou eu para julgar?". Essas e numerosas declarações afirmam que o papa está em oposição a igreja. O líder da Igreja Católica acrescentou que os ativistas progressistas estavam "propondo técnicas e práticas que os tornam irrelevantes para o desenvolvimento humano e as relações".

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