De acordo com informações divulgadas pelo site Mirror, uma mulher que supostamente é a pessoa mais velha do mundo, possuindo inacreditáveis 128 anos, afirmou que não fez nada de especial para viver por tanto tempo, e ressaltou que gostaria até de já ter morrido.

A constatação de que Koku Istambulova realmente possui a idade alegada tem o respaldo dos Fundos de Pensão da Federação Russa, e a data em que ela teria nascido – 1º de junho de 1889 – também está registrada em um passaporte de sua propriedade.

Publicidade
Publicidade

Entretanto, este documento foi confeccionado recentemente, e todas as certidões oficiais mais antigas que Koku possuía (as quais poderiam confirmar a autenticidade do fato exposto) foram perdidas durante a Segunda Guerra da Chechênia, a qual ocorreu entre 1999 e 2009.

Deste modo, a idade mencionada infelizmente não pode ser verificada com precisão, dada a ausência de registros confiáveis de nascimento mantidos pelo Kremlin – mesmo assim, o governo russo insiste que existem 37 pessoas vivendo no país com mais de 110 anos.

Documento de Koku Istambulova atesta que ela teria 128 anos de idade
Documento de Koku Istambulova atesta que ela teria 128 anos de idade

Vida longa e ingrata

Embora permaneça a dúvida da quantidade exata de anos que Koku Istambulova viveu, a mulher russa disse a um entrevistador da Chechênia (república situada na região do Cáucaso) que chegou a uma idade tão avançada porque essa "era a vontade de Deus", e mesmo mantendo uma boa saúde – somente agora sua visão está passando a apresentar problemas –, ela não acredita que esse cenário seja algo positivo.

De fato, Koku afirmou que, da sua perspectiva, a longevidade não é um dom – na verdade, está mais para "um castigo".

Publicidade

Relembrando sua história, a idosa contou que sobreviveu a vários conflitos armados, foi deportada e viu tanques de guerra nazistas "assustadores" passarem próximos à casa de sua família na época da Segunda Guerra Mundial, entre outras coisas. Com tantas adversidades que lhe aconteceram – incluindo a perda de vários filhos –, a russa disse que "não teve um único dia feliz" durante sua vida.

A mulher revelou ainda que nunca passou por ocasiões nas quais pudesse descansar ou se divertir, dedicando todo o seu tempo ao trabalho na terra.

Pesarosa, ela admitiu que queria ter morrido quando ainda era jovem, e se lamuriou: "Agora eu não estou vivendo, estou apenas me arrastando".

No entanto, ainda segundo o Mirror (e apesar de todas as reclamações expostas), existem sim coisas que alegram Koku: a idosa "ama" leite fermentado, e durante o verão, ela gosta de se sentar em uma cama velha que fica do lado de fora de sua casa, colocada estrategicamente embaixo de uma árvore.

Leia tudo e assista ao vídeo