O presidente sírio, Bashar Assad [VIDEO], aproveitou o recebimento das credenciais da Coreia do Norte para demonstrar interesse em visitar o país para conhecer o líder Kim Jong Un. A agência estatal de notícias norte-coreana (KCNA) confirmou o interesse e elaborou um relatório no qual reconhece o interesse do presidente sírio.

O relatório aponta que ao receber as credenciais, Assad aproveitou o momento para se referir diretamente ao líder norte-coreano. "Eu vou até a Coreia do Norte para conhecer Kim Jong Un [VIDEO]", disse.

O documento da KCNA destacou também a exaltação de Assad sobre a unificação das Coreias. "Eu tinha certeza que Kim iria ter a vitória final e conseguir unir as duas Coreias", declarou.

O aceno de Assad ocorre em meio aos preparativos do esperado encontro de Kim com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump [VIDEO], que deve ocorrer no de 12 de junho em Singapura. Nenhum líder ou representante mundial se pronunciou sobre a atitude do presidente sírio.

Trump e Assad trocaram insultos em abril após uma ofensiva dos Estados Unidos e aliados contra o uso de armas químicas pelo regime do presidente sírio. O presidente norte-americano declarou durante as ofensivas de abril que Bashar Assad implementou "um regime terrível e não agiu como homem, mas sim como um monstro", se referindo ao Ataque químico que matou 70 pessoas, entre elas crianças.

Naquela ocasião, Assad se defendeu ao dizer que "o ataque químico tinha como alvo terroristas e rebeldes", O Ministério das Relações Exteriores sírio acusou os Estados Unidos de "agressor bárbaro e brutal".

Trump e Kim

O presidente norte-americano que havia recusado encontro com Kin Jong Un na semana passada, voltou atrás na decisão e confirmou que se encontrará com o líder norte-coreano no dia 12 de junho, mas que os dois não devem assinar nenhum acordo.

Trump havia dito na última semana que o regime da Coreia do Norte demonstra "francos sinais de hostilidade" e que por esse motivo não se encontraria com Kim.

Na última sexta-feira, Trump se encontrou com o oficial norte-coreano Kim Yong-Chol, para decidir os detalhes do encontro do dia 12. A aproximação dos Estados Unidos e da Coreia do Norte acontece aos poucos desde que o presidente norte-americano tomou posse."Acredito que será um encontro muito bem-sucedido. Não vamos assinar nenhum acordo, apenas conversaremos", disse Trump.O oficial Kim Yong-Chol, considerado braço direito de Kim Jong Un, declarou que a Coreia do Norte está "comprometida em estreitar as relações com os americanos e deseja realizar o processo de desnuclearização do país".Essa foi a primeira vez em 18 anos que uma autoridade norte-americana pisa na Casa Branca.