Pela primeira vez na história um presidente norte-americano se encontrou com um dos líderes supremos da Coreia do Norte. E o momento histórico [VIDEO] aconteceu com dois dos personagens mais improváveis para este notável avanço diplomático. Após meses de longas negociações e depois de trocarem muitas farpas pela imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump [VIDEO], e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, se encontraram na manhã desta terça-feira, dia 12, em Singapura. As informações são do jornal O Globo e de agências de notícias internacionais.

O encontro aconteceu às 9h do horário local, 22h de Brasília, e rendeu cliques para o aguardado aperto de mão entre os dois líderes políticos.

Depois de se cumprimentarem, Kim e Trump falaram à imprensa. Trump afirmou acreditar que os dois países terão “uma tremenda relação”, enquanto Kim afirmou ter confiança de que as negociações com os Estados Unidos serão “um tremendo sucesso”.

Antes, Kim chegou a falar em inglês, declarando que era um prazer conhecer Trump. O encontro ocorreu no hotel Capella, na ilha de Sentosa, que teve um forte esquema de segurança implementado para a reunião entre os dois líderes. No encontro, Trump chegou a mostrar sua limusine ao líder norte-coreano, confirmando o clima de boas maneiras demonstrado pelos dois chefes de estado.

Kim reiterou que o caminho até a concretização do encontro com Trump “não foi fácil”, destacando que os líderes precisaram superar “os velhos preconceitos e práticas diplomáticas” para alcançar o momento histórico.

Antes de se reunirem em frente aos repórteres, Kim e Trump conversaram à portas fechadas, apenas com a presença de seus tradutores.

Depois de trocarem seguidas ameaças pela imprensa, os dois líderes demonstraram cordialidade pessoalmente, e a reunião terminou com uma boa notícia. Kim Jong-un concordou em abrir mão do programa nuclear da Coreia do Norte, em acordo costurado pelos diplomatas dos dois países.

Kim e Trump assinam documento por desnuclearização

A decisão foi confirmada em um documento assinado por Kim. A medida era uma das condições impostas pelos Estados Unidos para que o encontro fosse realizado. Com a medida, Kim busca contornar a crise diplomática sem precisar deixar o comando do país, liderado por sua família desde 1948, quando seu avô, Kim Il-Sung, assumiu o poder.

O documento assinado pelos líderes no encontro desta terça-feira contém quatro itens, que incluem a completa desnuclearização da península coreana e o fim da produção de armas nucleares pela Coreia do Norte.

O documento não determina quando e em quais condições a desnuclearização será feita, mas uma das condições dos americanos para o encontro era a de que o processo fosse irreversível.

Além da desnuclearização, o documento estabelece que tanto os EUA quanto a Coreia do Norte manterão relações pela paz e pela prosperidade; que ambos os países trabalharão juntos para manter a paz na península coreana e que as duas nações se comprometerão em encontrar e reenviar para casa os restos mortais de antigos prisioneiros de guerra.

Falando aos jornalistas após o encontro em Singapura, Trump disse que Kim aceitou um convite para visitar Washington e a Casa Branca, e confirmou que ele também deve visitar Pyongyang em um momento a ser definido. Trump disse ter aprendido que Kim é “um homem muito talentoso que ama muito seu país”. O presidente norte-americano também elogiou o poder de negociação do Kim, afirmando que o líder supremo norte-coreano “negocia em benefício do seu povo”.

Apesar do encontro histórico e do compromisso de desnculearização assinado por Kim, Trump disse que as sanções econômicas contra a Coreia do Norte ainda serão mantidas neste primeiro momento, mas afirmou estar “ansioso” para retirá-las assim que as armas nucleares não forem mais um fator de risco.