Uma infecção sexualmente transmissível (IST, atual forma de designação das DSTs), causada pela bactéria Mycoplasma genitalium (MG), tem se alastrado na Europa, causando preocupação entre médicos britânicos por sua possibilidade de se transformar em uma superbactéria, segundo noticiado nesta segunda-feira (16) pela BBC.

A bactéria causadora da infecção já tem se mostrado resistente a alguns antibióticos e afeta os órgãos genitais, podendo causar inflamação na uretra ou no útero e trompas de falópio, gerando secreção, sangramentos e causando dor e febre.

Por afetar o útero, pode levar à infertilidade.

Contudo, ela pode não apresentar sintomas ou, no caso de apresentá-los em menor intensidade, pode ser confundida com a clamídia, o que acontece com frequência no Brasil, onde não há registros de infecções por MG. É essa semelhança com a clamídia que faz com que a bactéria vá adquirindo resistência, uma vez que o tratamento da primeira é diferente e ineficaz contra a última. A Mycoplasma genitalium está entre as menores bactérias do mundo e não apresenta parede celular, elemento sobre o qual os medicamentos normalmente atuam.

A Associação Britânica da Saúde Sexual e HIV afirma ainda que, mesmo em países europeus, a incidência da MG é subnotificada e que os testes para detecção da bactéria ainda não estão disponíveis em todos os laboratórios da Inglaterra, mas que há uma necessidade urgente de a população ser conscientizada a respeito da infecção. A Public Health England, agência vinculada ao Departamento de Saúde e Assistência Social, tem debatido novas estratégias para contenção e tratamento das infecções por MG, as quais devem ser adotadas antes que se torne uma emergência pública.

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Saúde

Mais uma vez, o uso da camisinha proporciona maior segurança em relação à prevenção, além de a própria educação sexual se mostrar, novamente, importante para que jovens e adultos tenham acesso a todas as informações necessárias a respeito não apenas da bactéria em questão, mas de todas as ISTs.

Recentemente, outra preocupação surgiu entre médicos e alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando, em março, foi diagnosticado o primeiro caso de supergonorreia no mundo, também pelos profissionais britânicos.

O paciente, que tinha um relacionamento estável, contraiu a gonorreia ao viajar para a Ásia e ter um caso com outra mulher. Tratado com diversas medicações, os médicos perceberam que a infecção não respondia a nenhum dos antibióticos normalmente usados e existe o risco de o homem ter transmitido a bactéria a outras pessoas.

Em 2017, a OMS alertou para o risco de a bactéria causadora da gonorreia estar se tornando cada vez mais resistente devido à prática do sexo oral sem camisinha, uma vez que, na garganta, há maiores chances de seleção dos micro-organismos mais resistentes, pois o tratamento é administrado em doses menores.

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