O Ministério de Relações Exteriores, órgão federal responsável pela política externa e relações internacionais do governo brasileiro, anunciou publicamente hoje, dia 21, que nas últimas duas semanas, dezenove crianças brasileiras foram reunidas com seus familiares.

Desde abril deste ano, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou a política de "tolerância zero" contra a imigração ilegal no território norte-americano, diversas famílias de imigrantes de nacionalidade latina, que foram presas tentando ingressar clandestinamente nos EUA pela fronteira com o México, foram abruptamente separadas.

Pais e mães foram conduzidos aos presídios federais para serem processados criminalmente e seus filhos menores de idade custodiados em verdadeiros campos de concentração pelo governo norte-americano.

O fato polêmico causou revolta e indignação na comunidade mundial, inclusive com manifestações populares de repúdio e protestos de organizações não-governamentais de defesa de direitos humanos em distintas localidades dos Estados Unidos, que fizeram o governo de Donald Trump retroceder e assinar medida administrativa cessando a separação das famílias clandestinas.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), ONG americana ingressou em juízo contra a ação governamental na corte federal, fazendo com que o juiz federal Dana Makoto Sabraw expedisse determinação judicial obrigando que o governo ianque reintegre os 2.551 crianças e adolescentes estrangeiros às suas famílias até o dia 26 de julho do corrente.

A Ordem de Advogados do Brasil (OAB) vem tecendo constantes e severas críticas à atuação do governo brasileiro, pois não constituiu nenhum advogado para defender os direitos humanos e as garantias civis das famílias brasileiras apartadas vários dias pela administração pública norte-americana, além de exigir que o Itamaraty busque informações precisas sobre quantidade de menores brasileiros que estão sob custódia dos EUA.

O Itamaraty noticiou que todos os procedimentos administrativos necessários tem sido adotados pelo órgão, haja vista que para o caso específico não cabem medidas judiciais.

O referido ministério informou que apesar das dezenove crianças terem reencontrado seus pais, depois de muitos dias de afastamento, ainda faltam trinta crianças brasileiras serem devolvidas ao seio familiar. Quinze estão em abrigos de Chicago, seis em Houston, seis em Los Angeles, dois em Miami e um em Nova York.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo