O furacão Florence está ganhando força no Oceano Atlântico e poderá chegar a categoria 4 com ventos de até 240 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Com ventos de até 150 km/h o furacão está à 905 km do nordeste das ilhas Norte de Leeward e poderá se tornar um grande furacão nesta segunda-feira (10). De acordo com o NHC a estimativa é de que Florence atingirá a Costa Sudeste dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

Os governadores dos estados de Virgínia, Carolina do Norte e Carolina do Sul, regiões que poderão ser afetados pelo furacão, já declararam estado de emergência, uma vez que há risco de inundações devido às fortes chuvas.

Além de Florence há mais duas formações no Atlântico, uma é Helene que deverá perder força e passar a categoria de tempestade tropical e o furacão Isaac classificado como furacão de categoria 1. Estima-se que Isaac se aproxime das pequenas Antilhas na quinta-feira e passe por Dominica como um furacão fraco ou até mesmo uma tempestade tropical.

Como se forma um furacão

Como o seu desenvolvimento leva dias é possível acompanhar a formação do furacão por meio dos satélites e estimar sua velocidade classificando-os em categorias que vai de 1 a 5 na escala de Saffir-Simpson.

A sua formação ocorre nos oceanos e tem relação com a temperatura das águas em que maior temperatura maior evaporação e consequentemente menor pressão.

O sistema é parecido com a formação de chuvas, em que a água do oceano evapora formando as nuvens, a diferença é que os furacões formam-se geralmente nas águas quentes da linha do equador e tomam maior proporção.

A evaporação deixa uma baixa pressão na região próxima a superfície do mar que logo é ocupada por ar frio, esse ar frio esquenta e sobe em movimentos circulares deixando novamente uma baixa pressão que logo será ocupada por ar frio novamente e o sistema assim continua até a formação do furacão.

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Esse sistema funciona como um combustível para o furacão que fica mais forte e maior.

O furacão perde força quando está sobre águas mais frias e quando atinge o solo, já que esse sistema de retroalimentação é interrompido.

Mudanças climáticas e formação de furacões

Com as mudanças climáticas a temperatura dos oceanos tendem a subir, o que de acordo com cientistas podem interferir na formação dos furacões, uma vez que o aumento na temperatura do oceano aumentaria a taxa de evaporação, elemento necessário para a formação de furacões.

Outro fator preocupante com o aumento da temperatura dos oceanos é a elevação do nível do mar que somado a ação de ciclones e furacões tendem a aumentar o risco de inundação de regiões costeiras.

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