Nicolás Maduro aumentou o preço dos combustíveis na fronteira com a Colômbia. A medida é para 41 cidades que fazem divisa com o país. Os motivos para a decisão de Maduro não foram esclarecidas. A mudança será feita a partir do dia 4 (terça-feira) de setembro deste ano.

Com um pacote de medidas no sistema monetário que o Governo fez, Maduro já tinha sinalizado as mudanças. Maduro também irá anunciar medidas nos próximos dias com relação ao hidrocarboneto. Além disso, irá fazer reformas nos programas sociais do governo.

O ministro da economia também anunciou aumento nos impostos agregados. Os únicos insumos que não foram afetados foram remédios e comida. O governo aumentou até mesmo o imposto sobre transação financeira, elevando de 0,75% para 1%.

O governo disse que o aumento dos impostos tem por objetivo atingir os que ganham mais no país, que seria um universo de 140 mil empresas. O governo completou que elas produzem riqueza acima da média, justificando os aumentos.

Crise e êxodo migratório

A Venezuela enfrenta uma de suas piores crises político-econômica da história.

O país vê o número de pessoas que vão embora do local de origem crescer. Só na Colômbia, nos últimos 16 meses, cerca de 1 milhão de venezuelanos entraram no país.

No Brasil centenas de venezuelanos entram todos os dias e o governo federal teve de agir. O presidente Michel Temer cogitou a hipótese de colocar senhas para permitir a entrada de venezuelanos para se ter um controle. O estado de Roraima precisa de ajuda para poder atender a todos que chegam.

A cidade de Pacaraima, que fica na fronteira com a Venezuela, vê seus serviços públicos lotarem com a chegada dos imigrantes. Homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública já foram enviados a fim de ajudar nas operações.

Hospitais de campanha foram construídos e alojamentos para os refugiados também foram feitos. O ministro Segurança Pública Raul Jungmann disse que essa é uma das piores crises da história do Brasil.

O presidente Michel Temer, tentando reverter a situação, ainda pediu para o governo venezuelano que mantivesse sua população em seu território e que assim os países mandariam mantimentos e ajuda necessária. Mas o pedido foi negado.

A crise na Venezuela desvaloriza a moeda e prevê uma inflação até o final do ano de 1.000%. Muitos postos de trabalho estão com salários defasados. Parte da população prefere se submeter a casos análogos ao da escravidão no Brasil, enquanto outros preferem garimpar ouro no esgoto da cidade de Caracas.

Siga a página Governo
Seguir
Siga a página Política
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!