Apesar de Florence ter sido rebaixado para furacão de categoria 2, com ventos de até 110 km/h, ele ainda é considerado muito perigoso. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, os moradores dos Estados da Carolina do Norte, Carolina do Sul e de Virgínia estão em observação com avisos de tempestade.

Além dos riscos naturais provocados com a chegada do furacão, a preocupação agora são com as 16 usinas nucleares existentes nos três estados. O receio é o vazamento de rejeitos tóxicos e danificação dos reatores nucleares.

Há também preocupação com nove áreas de armazenamento de lixo tóxico.

Segundo Catherine Butler, porta-voz da empresa Duke Energy, em entrevista à BBC, os funcionários são treinados para agir em casos de tragédias naturais e seguem protocolos de segurança determinados pela Comissão de Regulação Nuclear.

Butler afirma ainda que a recomendação é que o reator seja desligado duas horas antes da passagem do furacão, mas isso dependerá da rota que ele seguir.

Por medida de segurança, materiais que possam ser levados pelos fortes ventos estão sendo retirados da usina. Como funcionários continuarão trabalhando durante a passagem do furacão, água e comida estão sendo estocados.

O fantasma de Fukushima

No ano de 2011, a Usina Nuclear de Fukushima foi atingida por um tsunami formado logo após um terremoto. As ondas gigantes danificaram três reatores nucleares. que liberaram material radioativo na atmosfera, sendo considerado pior acidente nuclear desde Chernobyl.

Na época, o governo ordenou a retirada de cerca de 80 mil pessoas que moravam em um raio de 20 quilômetros da Usina. Cidades como Tamaioka foram completamente evacuadas.

Sete anos após o acidente, algumas regiões continuam desabitadas.

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Uma das grandes preocupações agora é o que fazer com a água utilizada no resfriamento dos reatores. Essa água tem sido acumulada em grandes tanques no entorno da usina. Apesar do governo garantir que essa água não está contaminadam a população resiste em aceitar que ela seja jogada no mar.

Além disso, a preocupação com um abrigo definitivo para o lixo radioativo retirado dos campos na tentativa de descontaminação do solo. Foi retirada um camada de solo das áreas utilizadas para plantação, embalada em sacos de plásticos e acondicionada em um deposito provisório de lixo atômico.

Os gastos com essas operações giram em torno de US$ 20 bilhões por ano.

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