A data oficial para o Dia do Macarrão caiu num dia de semana, uma quinta-feira. Não deu para festejar num domingo, acompanhado do tradicional frango.

Porém, vários restaurantes (pelo menos no Brasil) toparam a ideia de fazer uma semana em homenagem ao macarrão. Versátil e de fácil preparo, além de ser um bom competidor para o nosso arroz e feijão, o macarrão nunca perdeu e não perde sua majestade nos gostos das pessoas e nas refeições cotidianas.

As casas especializadas e cozinheiros inventam novas maneiras de servi-lo, bem como agregar novos ingredientes na sua composição. Se você pensa que fazer macarrão, aquele do tipo caseiro, é algo complicado e trabalhoso, enganou-se. Apenas dois ingredientes fazem parte deste sucesso mundial: farinha de trigo e ovos. Nada mais.

Logicamente que tanta procura pela massa, atrai a atenção do comércio: afinal, estabelecimentos como as cantinas italianas, lojas de massas, rotisseries, entre outros, agradecem os milhões de reais que entram no faturamento.

E quando se pensa em faturamento, pensa-se em economia, outro ramo que corre em paralelo com a gastronomia. A junção da fome com geração de renda e emprego demonstra o quanto a fórmula dá resultado.

Mais além

Essa idolatria e amor pela pasta (como os italianos chamam) colocam o Brasil como o terceiro maior produtor e consumidor de massas do Mundo. Fica atrás apenas da Itália, da China e da Rússia.

No ano passado, o mercado brasileiro arrecadou com essa iguaria irresistível o montante de R$ 8,7 bilhões.

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Culinária Mundo

Se pusermos a lupa a fim de fazer uma amostragem mais detalhada, só no Rio de Janeiro consumiram-se 100 mil toneladas durante o ano de 2017, o que representa 8% do total consumido no país.

Geralmente, as memórias associadas ao macarrão possuem uma carga afetiva, de ligação com a família ou com a figura tradicional da “mama” italiana preparando um prato de massas.

Não é só a praticidade e o paladar que tornam o macarrão um ingrediente obrigatório nos lares do Brasil.

Outro fator que explica a popularidade da massa é o preço, o qual pode variar de R$ 2,00 a R$ 10,00.

Independente de como se serve, o macarrão vai bem com praticamente tudo: alho e óleo, carne moída, legumes, com ou sem molho, na manteiga, frutos do mar, queijos, etc... A lista de acompanhamentos seria interminável.

Mas, a melhor companhia que o macarrão requer é a aquela imagem de todos sentados ao seu redor para unir e reunir um grupo, seja de amigos ou da família. Ou vale simplesmente comer.

Do lado da “bota”

No próprio dia 25 de outubro, a Itália recebeu a confirmação da União Europeia a certificação de primeiro produtor de massas dentro do bloco europeu. O “país da bota” produziu 3,6 milhões de toneladas de massa em 2017. É o equivalente a 67% de tudo o que se produziu nos países-membros do bloco econômico.

Criado em 1998, o Dia Mundial da Pasta tem outro indicador importante: existem nada menos que 350 tipos de massa catalogados e tanta variedade induz a certas particularidades que nem sempre se encontram na origem – apesar de ser uma invenção chinesa, foram os italianos que trouxeram o macarrão para o Ocidente.

Alguém se lembra do viajante e mercador Marco Polo?

Uma destas particularidades faz referência ao famoso espaguete com almôndegas: embora apareça em filmes, como a cena romântica de “A Dama e o Vagabundo”, essa criação não ocorreu na Itália. Veio dos imigrantes italianos que se fixaram nos Estados Unidos. Até hoje, não existem registros de consumo de macarrão com os bolinhos de carne em todo território italiano.

Aliás, dentro da Itália, não se cansam de pesquisar e/ou criar elementos que façam parte de sua composição: um deles, a farinha, pode ser integral ou verde, por exemplo. Existe a pasta feita com farinha de castanhas. Ultimamente, têm surgido as variações que dispensam o glúten, como a farinha de legumes.

Para fechar a matéria com mais uma curiosidade acerca da terra da massa, o aplicativo “Just Eat” realizou uma pesquisa com a população italiana para saber qual o prato de massa preferido deles. Segundo os participantes, a versão de macarrão à “carbonara” foi a campeã.

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