Apenas três dias após o envio de pacotes com potenciais explosivos enviados a ex-presidentes, rede de TV e prédio público, os Estados Unidos voltaram a conviver neste sábado com o terror provocado por francos atiradores, quando um homem armado disparou contra uma sinagoga Pittsburgh, no estado da Pensilvânia. As autoridades locais relataram que existem “múltiplas fatalidades”. Nenhum número oficial foi divulgado, mas fala-se em quatro mortes ou até mesmo oito.

Um suspeito foi detido e levado ao hospital.

As autoridades locais classificam o ocorrido como crime de ódio. Os policiais relataram que o atirador, identificado como Robert Bowers, de 46 anos,foi à sinagoga Tree of Life, que estava lotada, no bairro de Squirrel Hill, no leste da cidade, armado de um rifle e revólveres. De acordo com testemunhas, antes de abrir fogo ele teria gritado “todos esses judeus merecem morrer”. Nas páginas das redes sociais do atirador, há diversas postagens com conteúdo antissemita. Ele se entregou à polícia.

Também há números desencontrados em relação ao número de pessoas feridas no ataque.

Chegou-se a falar em 12, porém as autoridades confirmaram que seis pessoas se feriram, inclusive quatro policiais.

O diretor da agência pública Wendel Hissrich afirmou que a cena do crime é a pior que já viu em sua vida inteira. “É muito ruim”, disse. O prefeito de Pittsburgh, Bill Peduto, pediu para que os moradores não deixassem suas casas, mesma recomendação passada pelo comandante Jason Lando. “Não saia da sua casa agora, não é seguro”, pediu. A região onde aconteceu o ataque foi isolada.

Autoridades se pronunciam

Tom Wolf, governador do estado da Pensilvânia, usou o Twitter para se manifestar sobre o ataque.

Ele disse que detalhes do crime ainda estavam sendo apurados e classificou o ato como “tragédia absoluta”.

O presidente americano Donald Trump também se comentou sobre o ataque e pediu para que as pessoas tomassem cuidado. “Cuidado com o atirador. Deus abençoe todos”. Trump falou ainda que ataque é muito mais devastador do que se pensava inicialmente e que o governo federal estará com o governo estadual durante todo o caminho.

Mais tarde, o presidente falou que o controle de armas pouco tem relação com o acontecido e afirmou que as pessoas estariam mais seguras se houvesse segurança armada no local onde aconteceu o ataque.

Ele defendeu ainda pena de morte para esse tipo de crime.

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