Neste ano, desde setembro, no Estado de Rajastan, foram confirmados 80 casos de Zika Vírus, sendo 22 em grávidas. Na Índia, os primeiros casos notificados de contaminação por esse vírus aconteceram em janeiro de 2017, no Estado de Gujarat.

Na capital do Rajastão, Jaipur, 330 equipes patrulham a cidade com o objetivo de combater o mosquito através de fumigações, um meio de controle de praga utilizando compostos químicos voláteis.

Assim como no Brasil, a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença, é preocupante.

De acordo com o ministro da Saúde da Índia, J. P Nadda, a conscientização é um fator vital para o controle de doenças ocasionadas por transmissão vetorial, por isso será feito todo esforço possível para manter a população informada.

Em 2015, uma epidemia afetou 70 países, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram infectadas, sendo a América do Sul com maior número de casos registrados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), infelizmente até 2020 ainda não haverá nenhuma vacina contra a doença disponível.

Zika vírus em mulheres grávidas e os casos de microcefalia

O surto de Zika assustou o Brasil nos últimos anos, principalmente as mulheres grávidas, devido à ligação da doença com o nascimento de bebês com microcefalia.

Dados da OMS aponta, que ao menos 100 milhões de pessoas foram infectadas pela doença por toda a América, sendo que 24 países registraram a doença em recém-nascidos e 15 notificaram doenças e síndrome neurológicas ligadas ao vírus.

Em 2017, foram notificados um pouco mais de 30.000 casos de Zika só na região nordeste, primeira região a registrar casos de microcefalia em bebês.

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Saúde Ciência

A microcefalia é um distúrbio neurológico caracterizado pelo tamanho menor da cabeça da criança, em decorrência do não desenvolvimento completo do cérebro. Uma das consequências da doença é o atraso da fala, deficiência visual e/ou auditiva, problemas nas funções motoras, entre outros.

Em março desse ano, a médica goiana Celine Turchi foi premiada pela pesquisa que comprovou a relação entre o Zika vírus e a microcefalia nos bebês. Além disso, o estudo feito pela médica apontou a relação do vírus com o aumento da mortalidade de fetos.

De acordo com o estudo, o vírus atravessa a placenta e atinge o tecido cerebral, parando a proliferação de células-tronco cerebrais, o que impede a capacidade dessas células se desenvolverem em células nervosas cerebrais.

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