Morto nesta sexta-feira (30), aos 94 anos de idade, George Herbert Walker Bush, ou “Bush pai”, como passou a ser conhecido após a eleição do filho, foi o 41° presidente dos Estados Unidos e governou o país entre 1989 e 1993.

O ponto marcante de seu Governo foi entre 1990 e 1991, o que ficou conhecido como a primeira guerra do Golfo, quando, com o apoio da ONU, enviou tropas para retirar soldados de Saddam Hussein que invadiram o Kuwait. Ele obteve êxito na investida, o que fez sua popularidade crescer, mas foi criticado por não ter seguido com a perseguição ao ditador iraquiano e ao invés disso decidiu pelo fim da operação militar.

No entanto, a quebra de uma promessa de campanha foi um dos fatores determinantes para fazer essa popularidade ser dissolvida e ele não conseguiu se reeleger em 1992, perdendo a disputa para Bill Clinton.

A carreira política

A política já estava na vida de George Bush desde seu nascimento. Filho do senador Prescott Bush, o ex-presidente se filiou ao Partido Republicano e se elegeu deputado pelo estado do Texas em 1967. Também foi embaixador na ONU e entre 1976 e 1977 foi diretor da CIA.

Em 1980, tentou se lançar candidato à presidência, porém foi derrotado nas prévias e, posteriormente, foi convidado para ser vice na chapa de Ronald Reagan, que venceria não apenas aquela eleição, como também a seguinte.

Em 1988 finalmente se lançou candidato e venceu o democrata Michael Dukakis, e se tornando assim o primeiro vice-presidente eleito presidente desde o ano de 1837.

Uma de suas promessas de campanha foi o não aumento de impostos. "Leia meus lábios: nada de novos impostos”, disse o então candidato em seu discurso de aceitação de nomeação na Convenção Nacional Republicana de 1988. Porém, depois da guerra do Golfo o país passava por mau momento econômico e o presidente se viu obrigado a quebrar a promessa, o que lhe fez perder apoio dos conservadores e também e reeleição.

Após deixar a presidência, se aposentou da política, fazendo aparições em campanhas para arrecadar fundos para vítimas de calamidades públicas e também fez aparições para apoiar a candidatura do filho, George W. Bush à presidência em 2000.

Nos últimos anos Bush vinha sofrendo de vários problemas de saúde. Em 2012 ficou cerca de dois meses internado por conta de uma tosse relacionada à bronquite e uma febre persistente.

Em 2014 nova internação, desta vez por problemas respiratórios e no ano seguinte quebrou um osso do pescoço após um acidente doméstico. No ano passado, precisou ser internado novamente por conta de novos problemas decorrentes de uma pneumonia.

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