Segundo o jornal O Globo, uma turista britânica teve os olhos, coração e cérebro retirados clandestinamente, após morrer por causa de supostas complicações decorrentes do diabetes, na Cidade do México. A polícia trabalha com a suspeita de que a mulher tenha sido vítima de traficantes de órgãos.

Elaine Hines, mãe da vítima, afirmou em entrevista para o jornal Sunday People que o corpo de Amanda chegou para o enterro sem os órgãos.

"O corpo veio vazio. Roubaram tudo dentro dela", declarou.

O caso aconteceu no início de 2018, mas veio à tona somente agora, diante das investigações. O hospital onde Amanda foi atendida afirmou que o corpo da britânica saiu da instituição de saúde intacto e que chegou a passar pela perícia policial do México.

Diante da denúncia, os médicos britânicos duvidam até da veracidade da causa da morte da turista, que de acordo com o hospital mexicano e pelos legistas daquele país, ela foi a óbito por causa de uma congestão visceral.

Brasil no cenário mundial do tráfico de órgãos

De acordo com o portal de notícias online Conteúdo Jurídico, o Brasil também é considerado um país onde é fácil conseguir um órgão no mercado negro. Em segundo lugar no mundo em transplantes de órgãos, e o primeiro no mundo em realização de transplantes de maneira gratuita através do SUS (Sistema Único de Saúde), no Brasil o tráfico acontece por causa da escassez de doadores e das grandes e demoradas filas de espera.

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Polícia

Turismo de transplantação

No seminário da ONU Tráfico de órgãos humanos, que aconteceu no último dia 15 de maio, e decorreu na Assembleia da República, em Portugal e que reuniu especialistas da área da saúde e da justiça, foram apresentados dados alarmantes, principalmente em relação ao "turismo de transplantação".

Na ocasião foi revelado que a Índia, China, e o Paquistão são os países onde há maior incidência de turismo visando o comércio de órgãos humanos para transplante, conforme os dados colhidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

O "turismo de transplantação'"se dá quando um paciente de condições financeiras abastadas viaja para um destes países afim de conseguir efetuar o transplante de órgãos, graças a exploração de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza e que aceitam mutilar o próprio corpo em troca de algum dinheiro.

Ainda segundo estudos realizados pela ONU, o tráfico de órgãos é a segunda modalidade de crime organizado mais rentável no mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas.

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