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A partir do momento em que o deputado da oposição Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, cujo reconhecimento foi feito por grande parte da comunidade internacional, um verdadeiro "impasse" foi ocasionado no país, que passou a ter dois presidentes: Guaidó e Nicolás Maduro. Um dos fatores que pode desencadear conflitos no país é que ambos os presidentes podem tomar medidas contraditórias, levando a uma escalada de tensão no país e também a desestabilização da região.

Mais recentemente, uma ajuda humanitária proveniente dos Estados Unidos e Canadá, com a autorização do presidente interino Juan Guaidó, acabou sendo proibida pelo ditador Maduro, que ainda controla e obtém apoio da maior parte das Forças Armadas do país. A ajuda humanitária, que poderia amenizar a fome e a miséria de milhões de venezuelanos, segue paralisada na fronteira entre Colômbia e Venezuela.

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Analistas comentam sobre risco político para Maduro

Com a possibilidade de que essa ajuda humanitária emergencial continue sob o veto das forças militares da Venezuela, por ordem de Maduro, sem que as toneladas de alimentos possam entrar no país, torna-se real, segundo analistas, que o Governo do ditador esteja se deteriorando, de modo que ele não consiga terminar o seu mandato à frente do país.

Entretanto, para alguns especialistas, em relação ao risco político acarretado pelas medidas de Maduro, o risco de queda do regime não seria algo iminente, embora se reconheça que ele não terminará o ano no poder na Venezuela. Restam as dúvidas de qual alternativa lhe sobrará. Dentre as possibilidades aventadas para o ditador estaria um suposta desarticulação da oposição venezuelana.

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O regime de Maduro acredita que se conseguirem permanecer alguns meses a mais no poder, a oposição se esvaziará. Outro fator de desestabilização é a possibilidade de recrudescimento da violência no país. Além disso, poderia haver uma tentativa de diálogo, mas dificilmente a oposição cairia nisso. Uma outra solução que o regime de Maduro poderia adotar seria relacionada a uma suposta renúncia do ditador, desde que um outro chavista ou mesmo um militar assuma o poder, o que, em tese, não arrefeceria o conflito.

Novas eleições

Uma solução para pôr fim à grave crise institucional e política venezuelana seria a convocação de novas eleições, supervisionadas pela comunidade internacional, porém, essa medida seria altamente improvável.

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Vale ressaltar que em meados de 2018, um analista observou que Maduro rejeitou a possibilidade de convocar eleições livres, sob autoridade neutra e com observadores internacionais.