No último sábado (23), Cesare Battisti confessou à Justiça italiana participação nos assassinatos de quatro pessoas quando pertencia ao grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Ele foi encontrado em janeiro na Bolívia, sendo extraditado para a Itália, aonde está preso.

Durante o interrogatório de 9 horas, realizado na prisão de Oristano, na Itália, Battisti condessou ao promotor Alberto Nobili que foi o responsável por quatro homicídios, três ferimentos graves e uma série de roubos. Os crimes ocorreram nos anos 70.

Esta foi a primeira vez que ele confessou os crimes. Destes quatro mortos, o italiano afirma que apenas dois foi ele que executou.

No depoimento ele lamentou o que ocorreu quando pertencia ao PAC. “ A luta armada impediu o desenvolvimento da revolução social, política e cultural desencadeada pelo movimento de 1968, que teria sido absolutamente positiva e teria levado o país ao progresso cultural, social e político”, afirmou Battisti.

Exílio de Cesare Battisti

Na década de 1970, Cesare participava do grupo revolucionário Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

Ele foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por ter cometido crimes durante este período em que esteve no grupo.

Battisti fugiu da Itália e passou a viver na França e no México. Ele viveu clandestinamente no Brasil a partir de 2004, mas em 2007 foi preso. No Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ele conseguiu refúgio político. Mas o presidente Michel Temer (MDB), ao assumir o poder, decidiu que o italiano deveria ser extraditado.

Com isso ele fugiu novamente. Battisti foi encontrado na Bolívia e logo foi extraditado para a Itália, onde foi preso.

Vai ficar por fora de assuntos como este?
Clique no botão abaixo para se manter atualizado sobre as notícias que você não pode perder, assim que elas acontecem.
Polícia Governo

No depoimento ao Ministério Público de Milão, ele pediu desculpas às famílias das vítimas.

Na imprensa italiana a confissão de Cesare Battisti repercutiu muito e foi destaque dos principais jornais do país. De acordo com jornal Corriere Della Sera, Cesare Battisti não mostra arrependimento e não está cooperando, mesmo que os fatos já tenham ocorrido a muitos anos, mas faz parte da história Italiana.

O jornal Avvenire destacou a importância desta confissão e enfatizou o trabalho realizado pela justiça italiana para que houvesse esta confissão, que significa muito para os italianos.

"Faz justiça às muitas controvérsias que ocorreram ao longo dos anos, honra a Polícia e o Judiciário de Milão e esclarece um grupo, o PAC, que agiu desde o final dos anos 70 de forma hedionda ", afirmou o promotor Francesco Greco ao jornal Avveniere.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo