A tensão entre os Estados Unidos e o Irã está cada dia maior, isso porque uma operação americana assassinou o líder do país, o general Qassim Soleimani.

Neste domingo (5), o Irã se pronunciou em comunicado. Nele o país afirma que o enriquecimento de urânio não vai mais estar dentro dos parâmetros do acordo nuclear de 2015, onde era limitado a 3,6%. Na notificação, o Irã também diz que não vai mais restringir a produção.

O anúncio foi feito logo após a reunião de emergência feita para discutir a nova política nuclear do país, já que o principal líder, o general Qassim Soleimani, foi assassinado pelos EUA em Bagdá.

Mas a decisão não é definitiva, ela é totalmente negociável, segundo o próprio Irã. O Governo de Teerã disse que o país vai voltar a seguir as regras do acordo nuclear de 2015 se os Estados Unidos removerem as sanções impostas ao Irã e se garantir categoricamente os interesses do país do Oriente Médio.

Caso não haja um novo acordo com os Estados Unidos, o Irã já alegou que o estoque de urânio do país e as pesquisas para desenvolver suas atividades nucleares não vão ser mais restritas.

O urânio, quando pouco enriquecido, é usado para criar combustível para reatores nucleares, mas quando altamente enriquecido, pode servir para o desenvolvimento de armamento nuclear.

Quebra do acordo nuclear de 2015

Nesse domingo, o ministro de relações exteriores do Irã foi convidado para ir a Bruxelas pelos líderes da União Europeia para discutir. A ideia é dissuadir o Irã de sair do acordo nuclear.

O acordo nuclear foi feito em 2015, antes de ele ser firmado foi negociado por longos 20 meses entre a república islâmica e vários lideres mundiais, incluindo os Estados Unidos. Mas em maio de 2018, com Trump como presidente, os EUA se retiraram do acordo unilateralmente.

Em julho do ano passado, o porta-voz da Organização da Energia Atômica do Irã disse que o país tinha condições para enriquecer o urânio a qualquer nível e em quantidade ilimitada.

Já no mês de setembro de 2018, o Irã quebrou uma das regras do acordo nuclear. Eles usaram centrifugas avançadas na produção de urânio, mas apenas era permitida a centrífuga de primeira geração, pois as centrífugas em cascata aceleram o enriquecimento do urânio.

Irã promete vingança

Depois do assassinato de Qassim Soleimani, os líderes iranianos prometeram vingança. O aiatolá Alí Khamenei e o presidente Hassan Rouhani disseram que vão se vingar dos EUA.

Segundo o Pentágono, a ordem de assassinar o general Soleimani veio diretamente do presidente americano, Donald Trump.

Khamenei disse em um comunicado na TV que os inimigos têm que saber que a jihad de resistência agora tem mais uma motivação para lutar e que uma vitória definitiva está a caminho da terra santa.

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