Muitas espécies (mulher e/ou homem) supõem que mudaro mundo seja tarefa simples, mas ao que tudo indica transformar água em pó talvezseja a tarefa mais fácil entre a realidade e a ilusão.

Não se muda nada com o pensamento, coma efetivação de guerras, com o pronunciamento de fórmulas mágicas juramentadaspara acabar até com odor de chulé debaixo de água. Pode até ser que algunstenham conseguido reverter uma ou outra situação calamitosa. Por exemplo, Gandhi na Índia, que, segundo registros históricos, entre seus feitos dizemter conseguido evitar conflitos e derramamento de sangue de alguns de suanação, mas no mundo... Ainda mais nos tempos de hoje onde “farta” (isso mesmo)de tudo e sobra corrupção por todo lado.

Mas sob olhos otimistas, quem desejamudar o mundo precisa estar apto a enxergar os fatos sob dois pontos de vista:o primeiro macro, e o segundo, micro, e mover-se, principalmente do lugar ondese encontra, ou seja, ter atitude mesmo que entremeio às centenas de dúvidasque podem surgir.

O enxergar a coisa do ponto de vistamacro se pode dizer é enxergar o que está por cima, ou seja, os resultados enão os pormenores, os detalhes, as necessidades, etc. do todo. Já o enxergar acoisa do ponto de vista micro, ao contrário, antes de se apreciar os resultados,o sujeito verifica os pormenores, as etapas e subetapas, o fluxo parcial etotal do sistema, etc. Filosoficamente seria dizer que no mundo há quem apreciaos frutos, de um lado, e do outro há quem analisa o clima, o solo, a muda, cuidada planta, e por fim colhe os frutos. Qual desses procedimentos é o correto?

Nem sempre uma pergunta tem respostada mesma forma que nem sempre uma resposta é precedida de uma pergunta.

O fatoé que ninguém muda nada, pois o máximo que é permitido é controlar o que estápróximo, bem próximo da pessoa, e isso seria o muito se o protagonista soubesseda força que possui e se agisse, em primeiro lugar, no seu espaço ou no seuquadrado para alcançar o horizonte. Se cada um fizesse isso é provávelque a multiplicação das atitudes chegasse além fronteiras, mas isso é umautopia, um sonho filosófico, pois ninguém pensa realmente no todo, mas navontade de dominar tudo custe o custar, inclusive a própria perda de tempo.

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