Dificilmenteouve-se dizer que alguém é bom naquilo que faz, e por mais se procure mostrar ocontrário, sempre falta alguma coisa e sobra incompetência na outrapessoa, mas isso pode não ser verdade.

Noque se refere aos filhos, dizem que todos os pais (pais e mães) acham que osdescendentes sempre são os melhores em tudo, são os mais completos, os mais competentes,os mais estudiosos, os mais esforçados, etc., mas essas considerações são decunho familiar e cada família é uma família. As considerações e os conceitos, mesmo que exagerados, tendem ser melhor do que os das outras famílias. Masserá que os descendentes são tão bons conforme declaram a maioria dos pais,isso se tratando do ambiente escolar?

Nostempos atuais responder esse tipo de pergunta pode não ser muito assertivo,pois ao que tudo indica o ser bom em alguma coisa parece não ser uma verdade nocampo e quem se encontra habilitado a responder esse tipo de argumentação, porincrível que possa parecer são os professores. São eles quem recebe na escola, convive boaparte do tempo diário disponível à Educação e por fim entrega os filhos aoambiente escolar.

Osaprendizes e/ou alunos, no conceito deles são os certos, os que sabem tudo, osque não precisam de orientação. Já os pais, em defesa natural dos filhos, sãolevados a acreditar no que dizem os próprios filhos; assim, a verdade quedefendem é aquela que os filhos tecem a respeito próprio e não a verdade que ospais deveriam saber.

Oque dizem os professores, ou seja, quem instrui, avalia e observa ocomportamento do indivíduo e ainda tem de enfrentar o reflexo do que é passadoa cada um em seus berços parece não ter muita valia diante do que dizem e/ou dasobservações que fazem aos pais. Afinal os docentes são seres estranhos que alémde instruir os conceitos básicos científicos praticamente se vêem obrigados aensinar a educação e os valores humanos, o que é praticamente impossível, poiscada família tem uma formação, uma forma diferente de ver a vida, seuscostumes, etc.

 

Dentreas artimanhas escolares, uma se trata do nível do saber dos professores. Écomum ver pais defendendo seus filhos quando estes, por uma razão qualquer, vãodizendo a revelia que seus professores nada sabem, portanto, não servem paraserem seus professores. Mas não serve para ser seus educadores por quê?

Aresposta para essa pergunta somente seria válida se todo o contexto entre asrelações (família e escola) fossem avaliadas sabiamente, ou seja, verificar se o que a família contribui é o suficiente à aprendizagem dos filhos(indivíduo), e se o que a escola ensina está de acordo com a necessidade dosindivíduos na sociedade.

Sede um lado muitos alunos mencionam que o professor é quem não ensina, do outro dificilmenteouve-se dizer que o aluno é quem não estuda, não se esforça, não se interessaem aprender. Nos tempos atuais vale lembrar que em função das mudanças da própria sociedade o professor deixou obrigatoriamente de ser quem ensina,para ser um facilitador da aprendizagem; mesmo assim ainda assume um papelimportante (e insubstituível) entre as relações aluno, escola, e de certa forma como formador de opinião na família e não da família.

Nesse caso, cabe aos paisformar os conceitos que perpetuarão no futuro de seus filhos. Pode até havercontrovérsia nesses conceitos, mas...

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