Em situações especiais (guerra, por exemplo) dizem que causardanos no oponente e/ou contrários aos interesses é necessário, pois se não se fazisso certamente o oponente o fará. Mas isso é em situação de conflito,portanto, para isso tem-se os soldados (ou policiais devidamente treinados edesignados à proteção dos interesses) para intervirem no processo ofensivo esanar a situação.

No caso da ocorrência de Acidente relacionado ao Trabalho(AT) e as Doenças ocupacionais (DO) que são danos de certa forma causados poruma natureza produtiva dizer que é caso de polícia é demais, ainda mais nomundo atual onde a liberdade é, sobretudo, marca da democracia [discursopolítico não!].

No entanto, ao invés se preocupar com a inserção da polícia noprocesso produtivo (a não ser no caso em que ocorre morte), qual seria aatitude ideal?

Educação. É. Educação, sobretudo para quem está formando aidéia de produzir sem permitir-se ao AT. Em estado normal se pode dizer queninguém quer ser vítima de um AT e/ou DO. Quando o são pode estar certo de algoe/ou alguma coisa contribuiu para isso e isso é fato. A questão é verificar oque causou e eliminar a causa, já que a prevenção falhou. Corrigir e/ou tentarcorrigir um dano depois que ocorreu é fácil. Prevenir, sim, é que é oproblema.



Mas, as autoridades podem interferir no processoprodutivo? Podem! Desde que haja motivo para isso.

Por exemplo, no caso daocorrência de morte. E no caso da ocorrência de um ou mais AT e/ou DO, seria casode polícia? Se o risco for iminente e nenhuma providência preventiva forpermitida, nem é preciso comentar. É necessário destacar que o empregador já é consideradoresponsável, tanto civil, quanto criminal pelo que ocorre em sua organização?Se o coitado zelar o bicho pega, se não zelar o bicho já está pegando da mesmaforma (multas, privações, inspeções, ressarcimento, regressão, etc.

e tal).



Dizer que o trabalhador deve ser educado (emsala de aula), treinado (em campo) é muito fácil. Aliás, muito fácil. Mas educare treinar os trabalhadores é perda de tempo? Evidentemente todas as pessoasinteressadas fazem, defendem, e procuram evitar que danos ocorram, por issoeducam e treinam pessoas nas organizações no sentido de prevenir.

O processode educação em relação à prevenção de danos deveria ser iniciada no ensinofundamental (exagero)? Tudo indica que não! Deve-se instruir não só o trabalhador,mas também quem projeta as máquinas, as equipamentos, etc., para que a coisapossa (é uma possibilidade) mudar. Ninguém pode afirmar nada.

Mas oprocesso educacional não deveria ser somente do ensino fundamental, mas tambémno terceiro grau para que os profissionais que se “acham” de elite dessem mais valorao aspecto preventivo, isso porque o que mais se vê na prática é peixe querendodefender o próprio aquário. Ou seja, tem profissional que só enxerga ohorizonte da sua profissão.  

Ostrabalhadores são seres humanos e todo mundo sabe que as atitudes, além deimprevisíveis são e serão desconhecidas eternamente.

Já as máquinas, osequipamentos, o ambiente, etc., são moldáveis por nossas atitudes, interessese, sobretudo, inteligência, mas a possibilidade de dano sempre existirá.



Todo problema pode ser resolvido. Basta osdirigentes da organização (falo da Alta Direção) se interessarem e determinarema Política da Empresa em relação à prevenção de danos, sobretudo. Assim, se apreocupação vier do topo menor da pirâmide, pode ser que o índice de ocorrênciainverta da maior, para a menor representação.

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