Um trio de condutores está assumindo uma composição de passageiros que recebiam orientações diferentes num destino a um possível e idealizado paraíso social e político. Composição prestes a sair dos trilhos. A economia fazia parte da paisagem, e para ela bastavam atenções esporádicas, vistas circunstanciais de acordo com a importância dos prazeres ou infortúnios da viagem. Plano de viagem não havia.

O roteiro inconsequente era concebido pela clara intenção de promover a satisfação dos circunstantes que garantissem a permanência dos donos da composição como seus detentores, donos do poder.

Os donos estão no poder ainda. E o trio constituído dos doutores Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini nem iniciou os trabalhos e já encontra oposição dos que, dentro e fora da composição, contestam a sua "competência ideológica", porque "desvirtuarão" os ideais do grande propósito das benesses públicas.

Na realidade, os novos ministros, tendo à frente Levy, da Fazenda, reafirmam o propósito da transparência de ações e comunicação de "dados tempestivos, abrangentes e detalhados que possam ser avaliados por toda a sociedade, incluindo os agentes econômicos", numa alusão ao fato de que a economia do país terá novo impulso, tentando eliminar incertezas nas ações do poder público.

Levy também disse que a Fazenda trabalhará para que o setor privado, base do regime democrático, possa aumentar a oferta de bens e produtos no país e ganhe, para haver benefícios para toda a população, mais produtividade, que é o que proporciona o aumento de oportunidades e de renda para todos.

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Levy falou ainda sobre a extensão de sua autonomia sobre a prioridade que dará aos programas de inclusão social, estabilidade econômica, investimento em infraestrutura, modernização do país, elevação da renda.

De imediato, porém, importa o ajuste gradual da economia pelo estabelecimento da meta fiscal até 2017 e, prioritariamente, o combate à inflação. Com certeza, a ingerência do Estado na economia e na sociedade será menor.

Mas há algo a acrescentar: o trio tem motivações liberais (e por isso foi chamado?) e o ciúme de Aécio, que acusa o governo, por adotá-lo, de "estelionato eleitoral".



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