Nem onovo mandato da presidenta Dilma começou e nem os novos congressistas assumiramseus mandatos, mas é bom que se diga agora, antecipadamente, que a perpetuar-seeste clima de revanchismo e raivosidade contra a presidenta eleita e o seupartido o PT, entraremos o ano de 2015 sem grandes possibilidades de prosperarnaquilo que todos querem e o país mais precisa: a implementação de soluçõespara tudo o que até agora revelou-se improdutivo ou ineficaz ou simplesmentetem atrasado a marcha do crescimento econômico ou a melhoria de condições paramais prosperidade em menor tempo e aumento da qualidade de vida para todos.

Onovo congresso, que assumirá em janeiro próximo, terá sob sua responsabilidadegrande parte daquilo que as ruas gritam, que é criar leis para corrigir lacunasno direito civil e penal para o bem da sociedade e secundar o poder executivonaquilo que é preciso para legitimar novas iniciativas e ideias do novogoverno. Não se enganem aqueles que acham que basta criticar e tudo se resolveautomaticamente como num passe de mágica, pois não é assim que as coisasfuncionam.

É preciso empenho,debates, formulação de propostas e ideias novas, composição com afetos edesafetos e, acima de tudo, enfrentar os problemas que exigem soluções técnicascom estudos aprimorados e participação de especialistas. Então é precisotrabalhar porque nada sairá de uma torre de marfim de algum conto de fadas.

Mas para além docriticismo e de fazer uma oposição raivosa e ressentida contra o PT e apresidenta Dilma, agora é hora de arregaçar as mangas e colaborar. Fazeroposição não é torcer contra, ou pior do que isso, agir contra. De preferênciatorcemos para que tudo seja tão satisfatório que não tenhamos oposição a fazer,e sim pequenos palpites a dar para melhorar o que já é bom.

Queira Deus quealcancemos este "desideratum" e vejamos já no início do próximogoverno e da próxima legislatura os dois poderes da república, executivo elegislativo, trabalhando em uníssono pelo povo brasileiro como 'nunca antes nahistória deste país'.

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