Tem quase dois anos completos que foi descoberto um cartel feito nas licitações do metrô de São Paulo. Diversas denúncias foram feitas, muito dinheiro foi roubado e ainda ninguém foi preso. Para piorar a situação, nem o partido envolvido no caso, o PSDB, parece estar interessado em punir os culpados.

Desde julho de 2013 empresas como Alstom e Siemens vêm divulgado documentos que afirmam ter existido cartel durante a licitação da construção da Linha 5 do metrô.

Como funcionava

O cartel era feito de uma maneira muito simples. Faziam a licitação de forma normal, quando diversas empresas concorriam umas contra as outras, apresentavam seus valores e contratos. Mas, esses valores eram superfaturados e a empresa vencedora contratava as perdedoras como prestadora de serviços durante a obra.

Investigações

Nesse tempo todo já foram denunciados 30 executivos de 12 empresas diferentes.

Nenhum foi preso.

Os cinco contratos investigados somam R$2,7 bilhões em valores da época em que foram firmados ( entre 1998 e 2008), segundo cálculos do promotor do caso, Marcelo Mendroni. Como a intenção verificada era de superfaturar os contratos em aproximadamente 30%, a estimativa de Mendroni é que o sobrepreço tenha sido de R$835 milhões.

Há suspeita de cartel em diversos contratos, são eles:

1 - Manutenção dos trens das séries S2000, S2100 e S3000, da CPTM

2 - Extensão da Linha 2-Verde do Metrô

3 - Projeto Boa Viagem, da CPTM

4 - Projeto da Linha 5-Lilás do Metrô, inicialmente a cargo da CPTM e aquisição de 64 trens pela CPTM.

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Polícia

Isso foi roubado do povo, já que é uma obra pública e servirá para que a população usufrua do serviço. Alckmin já afirmou que as obras da Linha 5-Lilás, por exemplo, devem ficar prontas somente em 2015. Em 2010 ele afirmou que entregaria até o final do ano passado 11 estações.

Investigações internas do PSDB

Apuração interna do governo de SP sobre cartel não avança há um ano.

A paralisia do governo do Estado de São Paulo em relação à apuração das denúncias de corrupção e formação de cartel no Metrô e na CPTM é total.

Segundo o Painel da Folha de São Paulo, a apuração interna da Corregedoria-Geral do governo Geraldo Alckmin (PSDB) está parada há quase um ano.

"Desde fevereiro de 2014, quando o órgão divulgou seu último balanço público, não foi colhido nenhum novo depoimento nem foram abertas novas frentes de investigação, segundo atualização dos dados enviada pela corregedoria à coluna. No período, também não houve afastamento de funcionários de cargos de confiança", afirma a coluna.

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