O ministro da Educação Cid Gomes foi convocado hoje para prestar esclarecimentos na Câmara, e após bate boca com Eduardo Cunha, dirigiu-se diretamente à Presidência da República apresentando carta de demissão.

A convocação de Cid, feita às pressas, tinha por objetivo esclarecer sua declaração recente de que de 300 a 400 deputados da Câmara eram "achacadores" e preferiam que o governo estivesse fraco, pois assim poderiam "achacar mais".

A declaração soou mal entre os deputados, que já sofrem com grande falta de credibilidade na sociedade. No sentido de agradar seus pares, o presidente da casa Eduardo Cunha se movimentou pela convocação de Cid, afirmando que "um país que assume como lema a Pátria Educadora não pode ter um ministro da Educação mal educado".

Convocação feita, Cid Gomes compareceu hoje à Câmara, adotando um tom nada conciliador.

No decorrer de sua fala chegou a citar o episódio em que foi acusado de mal educado, e sentenciou "prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] de mal educado, do que ser como ele, acusado de achaque", apontando diretamente para Cunha.

Após uma saraivada de ataques dos deputados presentes, Eduardo Cunha determinou o encerramento da sessão e prometeu mover processo contra Cid pelas acusações feitas.

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Educação

Logo, figuras do PMDB declararam para a imprensa que caso o ministro não fosse demitido, o partido sairia da base do governo.

Pouco tempo depois, antes de qualquer comunicado oficial, Eduardo Cunha anunciava ter recebido da Casa Civil comunicado sobre demissão de Cid.

Em seguida, a Presidência da República divulga a seguinte nota "O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidente Dilma Rousseff.

Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta."

Cid já havia afirmado: "a minha declaração na Câmara, é obvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável".

E assim encerra-se mais um dia em Brasília.

Governo Dilma em uma posição delicada para garantir a governabilidade, e Cid Gomes como ex ministro, mas também como porta voz do que muitos brasileiros gostariam de falar, e não podem.

Será que teremos um novo herói nacional ao estilo Cristóvam Buarque, Heloisa Helena e Marina?

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