A articulação entre o Deputado Federal Marcos Feliciano (PSC-SP) e PT para o pastor assumir uma das cadeiras de vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados não teve êxito. Após sofrer pressão da bancada evangélica, o deputado do PSC resolveu desistir do acordo com as lideranças do Governo.

Os líderes evangélicos não aceitaram dividir o poder da comissão com o assumidamente adversário político de Feliciano e defensor da causa LGBT, o Deputado Federal Jean Wyllis (PSOL-RJ), que deveria assumir uma das outras vagas de vice-presidente.

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A ideia do governo era que, com o acordo, a bancada evangélica, maioria do colegiado com 18 deputados, apoiasse a candidatura do deputado do PT do Rio Grande do Sul, Paulo Pimentel, à presidência da comissão.

Acordo entre líderes dos partidos na distribuição de comandos nas comissões fez com que o Partido dos Trabalhadores tivesse a prerrogativa de nomear o líder da comissão permanente da Casa.

Disputa por poder

O impasse na votação para a eleição da mesa da CDHM vem ocorrendo desde a semana passada, quando o pastor da Assembleia de Deus, e Deputado Federal pelo PSD do Rio de Janeiro, Sóstenes Cavalcante anunciou candidatura avulsa.

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Governo PT

Após contrariar o acordo entre as lideranças, o PSD decidiu colocar o deputado Cavalcante como suplente da comissão, não permitindo assim que ele disputasse a eleição, como sugere o regimento interno da Casa. O parlamentar ainda insistiu e entrou na Justiça com uma liminar para se candidatar, porém, ainda não teve o pedido julgado.

A bancada evangélica ainda tentou mais uma manobra para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Por último, foi a vez do deputado Anderson Ferreira (PR-PE) de articular uma candidatura avulsa.

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O parlamentar é autor do polêmico projeto do Estatuto da Família, o qual define o conceito de família como a união entre mulher e homem. O líder da bancada de seu partido resolveu retirar o deputado da comissão e ele próprio assumiu a vaga para manter o acordo entre líderes intacto.

A votação para a mesa da comissão deve ser realizada na sessão desta quinta-feira (12).

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