O pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff na noite de domingo (8), no dia "Internacional da Mulher", foi acompanhado de muitos protestos. Aos gritos de "Fora Dima", panelaços e muitas buzinas ensurdeciam a todos que queriam descansar para o início de mais uma semana.

Segundo críticas da consultora de moda Glória Kalil, "Ser chique é saber em quem votar, não ficar incomodando a vizinhança batendo panelas e gritando da janela fora Dilma, isso sim é uma deselegância".

Bairros nobres da capital paulista como Higienópolis, Pinheiros e Moema ouviram ontem o "protesto" com muitas buzinas, gritos e panelaços. Em alguns bairros como o Pinheiros, que é tradicionalmente tucano, os protestos foram bem mais fortes.

Os gritos começaram isoladamente, porém logo se agigantaram formando uma onda que mais parecia a "ola" de um jogo de futebol em fim de campeonato nas ruas.

As redes sociais tiveram participação maciça no "panelaço" e algumas páginas do facebook como o "Revoltados On Line", comemoravam o sucesso da ação. Outras cidades brasileiras como Belo Horizonte, Brasília, Vitória e Rio de Janeiro também fizeram eco ao protesto.

Além da consultora de modas Gloria Kalil, houve manifestações contra o panelaço por outras figuras da mídia. "Amanhã as patroas vão levar a maior bronca das secretárias porque amassaram suas panelas, bem no dia Internacional da Mulher", foi o comentário irônico que fez o jornalista Marcelo Rubens Paiva. Ele concluiu dizendo, "Será que essas pessoas que foram gritar fora Dilma, sabem quem colocar no lugar dela? Se soubessem, batiam só panelas".

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O PT reagiu e às 0h47 publicou uma nota dizendo que os protestos contra a presidenta no domingo à noite fracassaram. "Panelaço foi orquestrado por golpistas da burguesia", diz ainda o PT.

Durante pronunciamento, Dilma Rousseff pede que brasileiros tenham paciência e diz que a culpa é da crise mundial e da pior seca que já vimos em nossa história. Ela confirma que fará ajustes na economia e uma nova investigação junto à Petrobras também está na pauta.