A alteração nos critérios e até mesmo o fim das coligações para as eleições legislativas é um dos pontos mais discutidos quando o assunto é Reforma Política. Partidos com ideais e projetos poucos ou nada compatíveis costumam fazer alianças visando aumentar suas chances de eleger um ou mais candidatos ao Poder Legislativo - já que para deputados e vereadores aplica-se o sistema proporcional.

Na eleição passada, Manuela D'Ávila (PC do B) foi eleita deputada estadual do Rio Grande do Sul com mais de 222 mil votos - a maior votação entre todos os candidatos do estado.

Sua expressiva votação foi fundamental na eleição de mais 3 parlamentares de sua coligação (PC do B, PR, PTC, PPL e PROS): Juliano Roso, do PC do B, com 17.092 votos, Miguel Bianchini, do PPL, com 13.515 votos, e o Missionário Volnei, do PR, com 33.255.

Esquenta a disputa pela vice-presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia do RS

Eleitos pela mesma coligação (Avançar nas Mudanças), Manuela D'Ávila (PC do B) - defensora das causas dos homossexuais e das mulheres - e o Missionário Volnei (PR) - que disse representar a Igreja, a família e os costumes - travam uma forte disputa pela vice-presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia do RS.

Ambos teriam 6 votos, isso somando o voto do presidente da Comissão, Catarina Paladini (PSB), para o deputado Missionário Volnei. O voto do presidente tem o poder de desempatar.

Ontem (04), Manuela conseguiu derrubar o quórum. A manobra foi realizada porque dois prováveis apoiadores de sua candidatura - Ênio Bacci (PDT) e Pedro Ruas (PSOL) - estavam ausentes. Caso seja derrotada, a tendência é que Manuela recorra à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pois, no seu entendimento, o regimento interno da Casa não oferece a possibilidade de voto ao presidente das comissões.

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Governo

As informações são da Rádio Guaíba.

A deputada do PC do B abriu mão da presidência da Comissão de Ética da Assembleia para entrar na disputa. Segundo ela, o Rio Grande do Sul não precisaria de um Marco Feliciano (Missionário Volnei é evangélico da Igreja Mundial do Poder de Deus) e que "a turma que tenta parecer o Bolsonaro tentou eleger o vice-presidente da Comissão dos Direitos Humanos". A votação foi adiada para semana que vem.

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