O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer cumprir uma das suas promessas de campanha: construir um novo anexo para o Congresso Nacional, que pode chegar ao custo de R$ 1 bilhão de reais. Após a polêmica envolvendo os cônjuges dos deputados que receberiam passagens aéreas pagas com verbas públicas, os parlamentares chamam mais uma vez atenção.

Em meio ao aumento de impostos e corte de gastos, a obra parece ter sido colocado em pauta em um momento inoportuno.

O engenheiro Mauricio da Silva Matta, diretor do Departamento Técnico (Detec), foi afastado do projeto pelo presidente da casa. Segundo Cunha, o engenheiro teria dado informações precipitadas em relação ao projeto. O presidente também disse que será buscada uma parceria público-privada, e caso não haja sucesso, ele garante que existe dinheiro para a obra.

O projeto, que será levado adiante após conversa com líderes de vários partidos, poderá ter um centro comercial construído através de uma iniciativo público-privada. Para o presidente, a construção do anexo visa melhorar a condição de trabalho e conforto dos deputados, que cresceram bastante desde a última reforma e alguns ocupam lugares improvisados. Ele também esclareceu que a criação de um "shopping center" é uma das possibilidades para o novo anexo.

O anexo V terá um plenário para 675 pessoas, estacionamento subterrâneo, gabinetes, uma praça e um prédio comercial.

A obra, se executada, terá, ao todo, quatro prédios, que serão construídos ao lado do anexo IV, local em que hoje funciona um estacionamento. Eduardo Cunha disse ainda que é necessário reformar prédios dos anexos III e IV.

Muitos deputados estão de acordo com o presidente. Para eles, é necessário dar conforto aos parlamentares, já que muitos estão em situações diferenciada por causa da grande lotação.

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Governo

O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), afirma que é necessário uma ampliação. Para ele, o Congresso, em relação a outros prédios públicos, é bastante antigo e reduzido.

O presidente da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, disse que não é o momento para gastos tão altos. É necessário cortar despesas. O número de funcionários que cada deputado tem direito que hoje é 25. Para Gil, muitas vezes eles ficam nos estados de origem agindo como cabos eleitorais

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