Nesta terça-feira, 14 de abril, uma notícia tomada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em relação a Cuba, promete melhorar as relações recém retomadas pelos dois países. O presidente dos EUA enviou ao Congresso Nacional uma série de documentos que pede para retirar o país socialista da lista de estados que financiam o terrorismo. Cuba está na lista desde o ano de 1982, por ter apoiado guerrilhas ocorridas na América Latina na época.



Cuba e Estados Unidos voltaram a ser duas nações "amigáveis" no final de dezembro do ano passado. No último sábado, 11, Barack Obama e o presidente de Cuba, Raúl Castro, realizaram, em mais de 50 anos de relações nada amistosas, o primeiro encontro entre os mandatários dos dois países.

De acordo com pessoas próximas a Obama, a decisão de retirar Cuba da lista foi tomada após o país socialista não ter sido registrado na lista daqueles que financiam o terrorismo em mais de seis meses.

Além disso, há garantias de que o país comandado pelo ditador Raúl Castro não apoiará nada referente ao terrorismo no futuro.

As relações governamentais e políticas entre os dois vizinhos foi afetada desde que Cuba foi colocada na lista dos Estados que apoiam o terrorismo. Ainda, esse fato chegou mesmo a impedir que as embaixadas dos dois países fossem abertas nas capitais Havana e Washington.

No entanto, pela relação ter se mantido distante há tantos anos, acredita-se que a proposta encontrará alguma resistência no Congresso, especialmente por parte dos republicanos, que acreditam que essa decisão é um erro judicial acompanhado por algumas motivações políticas, como, por exemplo, a futura abertura de uma embaixada americana em Havana.

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O Congresso Nacional dos Estados Unidos tem cerca de 45 dias para analisar o pedido feito pelo presidente e, então, dar o parecer final, seja ele favorável ao país cubano, ou não.

Além de Cuba, há outros três países que estão na lista dos Estados Unidos, dos que apoiam o terrorismo: Irã, Síria e Sudão. Caso a decisão seja aprovada, Cuba deixará essa lista e as relações políticas entre os dois voltarão a ser estabelecidas aos poucos.

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