"Não, não é o helicóptero dele". Com os olhos marejados e apegando-se a uma convicção equivocada, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, balbuciava suas primeiras palavras ao ser informado por telefone por um ajudante de ordens do acidente aéreo que vitimou o seu filho caçula. Em retorno de viagem pela Washington Luis, após cumprir uma série de agendas políticas em municípios da região de Catanduva, Alckmin, no carro, atendeu o telefone por volta das 19h30 de quinta-feira (2).

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Incrédulo, ordenou que os quatro veículos que formavam a sua comitiva naquele roteiro parassem no acostamento da rodovia. 

Nesse momento, o político procurou manter contato com sua assessoria militar. Em instantes, ligou para o hangar de onde o helicóptero fabricado pela Eurocopter, modelo EC155, prefixo PPLLS, querendo a lista das pessoas a bordo do trágico voo. Ela foi concedida. Ao ouvir o nome do seu filho caçula, Thomaz Alckmin, 31 anos, o político desabou.

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Um membro da assessoria militar do gabinete do governador rumou até o Instituto Médico Legal (IML), fez uma identificação prévia, reconheceu as tatuagens de Thomaz e retomou contato com o governador. Mais tarde, o próprio tucano, bastante abatido, seria visto entrando no IML para fazer o reconhecimento legal do corpo. 

Após tomar ciência da morte do filho, ainda no interior do veículo, Alckmin deslocou-se até o aeroporto de Catanduva, de onde decolou juntamente com membros de seu staff para a capital em avião do Governo do Estado.

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Antes, emocionado, ele procurou um banheiro para lavar o rosto e fez questão de cumprimentar empregados do aeroclube local. O triste voo de retorno à São Paulo decolava às 20h18.

Por opção do próprio governador, o Palácio dos Bandeirantes retardou a divulgação da morte de Thomaz Alckmin por meio de nota oficial - solta apenas por volta de 23h15. Geraldo queria evitar que sua mulher, Lu Alckmin (que voltava de Campos do Jordão - SP), soubesse do óbito do filho do casal por meio da imprensa.

Queria ele, pessoalmente, informar à esposa.

Quis o destino que, mais cedo, perto das 15h, quando o voo de ida da comitiva do Governo de SP aterrissou em Catanduva, Geraldo Alckmin parasse para tomar um café e olhasse um mural com fotografias de formaturas de pilotos. Enquanto admirava os retratos, entre um gole e outro de café, ele falava com orgulho do seu piloto, do seu pupilo. 

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