De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria viajado para Cuba, República Dominicana e Estados Unidos, em janeiro de 2013, custeado pela construtora Odebrecht, em companhia do atual diretor de relações institucionais da empresa, Alexandrino Alencar. Apontamentos do jornal dão conta de que a viagem não tinha nenhuma relação com atividades da empresa nesses países.

O ex-presidente Lula esteve presente em um evento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) relativo ao clima, encontrou-se com o presidente da República Dominicana e palestrou, nos Estados Unidos, em um congresso de trabalhadores da indústria. Por sua vez, Alexandrino Alencar é acusado, por três delatores, na Operação Lava Jato, de ser o operador de pagamentos de propinas da Odebrecht no exterior.

Em 2011, Lula já havia convidado Alencar para acompanhá-lo à Africa, na comitiva do governo brasileiro, o que, à época, havia causado constrangimento ao diretor, dado que Lula não era mais presidente e que o responsável pelas relações institucionais da companhia não prestava qualquer serviço ao governo e sequer tinha relação direta com atividades do ex-mandatário.

Para não aparecer como promotora do voo, a Odebrecht se utilizou de uma de suas parceiras para arcar com os custos da viagem, a DAG Construtora, da Bahia.

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Constava, no documento de solicitação de serviço, da Líder Táxi Aéreo, empresa responsável pelo traslado, que o voo era "completamente sigiloso".

Esclarecimento da Odebrecht

A companhia informou, em nota de esclarecimento divulgada em seu site, que patrocinou palestras de ex-presidentes, com vistas à divulgação e reforço da imagem institucional do Brasil, e também com o intuito da abertura de portas no cenário internacional para as empresas brasileiras.

A empresa ainda ressaltou que é comum que fornecedores e subcontratistas auxiliem nos esforços e arquem com os custos.

A Odebrecht ainda ressaltou que Alencar, pela natureza de seu ofício, mantém contatos com políticos, instituições de classe, imprensa e associações. E que a companhia pratica e defende contribuições às campanhas eleitorais por entender que trata-se de uma ação democrática, transparente, legal e legítima de relacionar-se com o poder público.

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