A cada nova etapa das investigações da Operação Lava Jato notícias bombásticas vêm à tona envolvendo os mais diversos personagens políticos e instituições no escândalo que se configura como um dos mais torpes da política nacional. Desta feita, um órgão público, o Ministério da Saúde, e uma empresa pública, a Caixa Econômica Federal (CEF), estão na mira da Operação. De acordo com a Polícia Federal, há suspeitas de que uma das agências contratadas pela Caixa e o Ministério da Saúde repassavam parte dos pagamentos de contratos firmados para empresas ligadas a André Vargas, ex-deputado petista preso nesta sexta-feira (10), em uma nova fase da Operação.

De acordo com informações da Polícia Federal, o esquema era realizado pela agência Borghilowe e funcionava da seguinte maneira: ao contratar outras empresas para a produção de filmes publicitários e spots de rádio para o Ministério da Saúde e a Caixa, a agência orientava as empresas contratadas, que efetivamente realizavam os serviços, a fazer o pagamento de bônus de 10%, que geralmente são pagos à agência contratante, para as empresas de fachada pertencentes à André Vargas e seu irmão, Leon Vargas, também preso esta manhã.

Ainda não existem informações sobre os valores totais repassados ao ex-parlamentar no esquema. No entanto, a Polícia Federal suspeita que o esquema era uma forma de lavar o dinheiro destinado a políticos. O diretor geral da Borghilowe também foi preso na manhã de hoje.

O contrato do Ministério da Saúde com a agência publicitária Borghilowe foi assinado em 2010. De acordo com dados divulgados no Portal da Transparência, o Governo Federal teria repassado, desde 2011, 112,8 milhões de reais à agência, para pagamento de serviços prestados na área publicitária.

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Lava Jato

Desse total, ainda não é possível estimar quanto teria sido pago à Vargas, mas, de acordo com o delegado responsável pela investigação, Márcio Anselmo, as buscas realizadas pela Polícia Federal nesta sexta-feira podem trazer maiores esclarecimentos.

A Caixa Econômica Federal informou, nesta sexta-feira, que abrirá investigações internas para apurar o suposto esquema revelado pela Operação Lava Jato e que atuará em colaboração com a Polícia Federal para o esclarecimento dos fatos.

O Ministério da Saúde ainda não havia se pronunciado.

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