O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, admitiu, nesta quinta-feira (16), pela primeira vez, que o partido irá ingressar com um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff caso seja comprovada a participação dela no escândalo das "pedaladas fiscais" - denúncia feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que acusa o governo de retardar pagamentos a bancos públicos com o objetivo de registrar gastos inferiores.

Mantendo-se na linha adotada pela sigla, que demonstra apoio às recentes manifestações de rua, o candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014 cobrou uma averiguação profunda do caso.

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"Mais uma vez, precisaremos averiguar a fundo quem são os responsáveis por essa fraude. O TCU afirmou que existiu crime por parte da equipe econômica. Temos que ver até onde vai o limite da equipe. Teremos prudência, mas coragem para tomar decisões. Se entendermos que houve cometimento de crime, vamos agir de acordo com a Constituição", garantiu Aécio Neves.

Na quarta-feira (15), por unanimidade, o Tribunal validou o relatório que entende como crime de responsabilidade as manobras realizadas pelo Tesouro com recursos públicos com a intenção de baixar o déficit do governo no biênio 2013-2014.

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Ao todo, quatorze autoridades terão de prestar esclarecimentos ao órgão. Dentre eles, o ex-ministro da fazenda Guido Mantega, que deixou o cargo no início do segundo mandato de Dilma.

A pauta de impeachment, que segundo o Datafolha tem apoio de dois terços da população, também está sendo discutida por outros membros importantes do PSDB. Na quinta (16), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que considera legítimo que a oposição discuta um eventual pedido de impedimento.

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No entanto, ressaltou que operações como a Lava Jato devem ter tranquilidade para apurar as fraudes de forma precisa.

"É válido discutir. Nada impede. Eu votei favorável a esse processo (de impeachment) quando exercia o mandado de deputado federal e se discutia a questão do ex-presidente Fernando Collor. Mas, neste momento, o mais importante é garantir que as investigações sejam realizadas de forma ampla e profunda", finalizou Alckmin.

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