Foi nesta terça-feira durante o lançamento dos primeiros jogos mundiais dos povos indígenas. O evento ocorreu em Brasília. A presidente era a convidada de honra. O destaque ao fato ressalta a necessidade de valorização da cultura dos povos indígenas.

O tom descontraído utilizado pela presidente Dilma Rousseff parecia fazer todos acreditarem, inclusive ela mesma, que já recusou tantas recomendações colocadas pelos analistas para evitar o caos financeiro, que tudo vai bem e sob céu de brigadeiro na situação política nacional. O que todos sabem que não é verdade. Precisam avisar a presidente que as eleições acabaram e quando a próxima vier, se não houver uma mudança significativa, seu partido não irá ganhar.

As frases espirituosas, algumas hilárias, a ponto de se tornarem piadas (algumas impublicáveis) nas redes sociais deixou o ambiente descontraído. Foi o que deixou os analistas preocupados. Eles consideram que uma postura de austeridade era mais necessária no momento que o país atravessa, quando a marolinha virou marolão e ameaça fazer a nau soçobrar.

Na primeira frase hilária, a presidente disse: "Nós temos a mandioca e conjugamos a mandioca com o milho. Estou saudando a mandioca. Uma das maiores conquistas do Brasil". Para bom entendedor meia palavra-basta, mas desta vez decifrar o que ela quis dizer com esta frase está difícil. De efeito ela até que foi, mas em nada colaborou para melhorar a situação em que ela se encontra.

A bola que ganhou, feita de folha de bananeira foi segurada durante todo o pronunciamento.

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Se ela tivesse encerrado por aí, as coisas não estariam tão ruins. Mas a presidente conseguiu piorar a situação quando disse: "Esta bola é o símbolo de nossa evolução, porque nós nos transformamos em homo sapiens ou mulheres sapiens." Aí a coisa piorou de vez.

O que teria a cara presidente desejado dizer com isto? Nem Stanislaw Ponte Preta teria decifrado. Ele colocaria a frase como uma das componentes do festival de besteiras que assola o país. Mais duas piadinhas inocentes que não exigiam reflexão e o encontro foi dado por encerrado. O que ganhou a presidente por ter tentado obter na hilaridade, uma melhoria no alto índice de rejeição que seu Governo recebeu na última pesquisa? Nada. Tudo continua como antes no quartel de abrantes, pequena cidade, situada a 152 quilômetros de Lisboa, nas margens do rio Tejo.

Portugal estava à tontas, perdido, menos no quartel de Jean Androche Junot, braço direito de Napoleão, que na cidade instalou seu quartel-general. Enquanto os franceses enfrentavam forte resistências dos portugueses, em Abrantes tudo continuava da mesma forma. Um pouco mais de 500 anos depois, a situação parece se repetir em Brasilia. Pelo menos não temos títulos para oferecer senão o ridículo poderia ser maior. Então, tudo como dantes, no palácio do planalto, enquanto o país sofre os efeitos da Crise e com a ameaça cada vez mais próxima de aumento da inflação.