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Apenas alguns meses depois de ser derrotado nas urnas na campanha à presidência do Brasil, o Senador por Minas Gerais Aécio Neves se consagrou eleito como presidente de seu partido, o PSDB. Ele era candidato único e sua vitória foi anunciada neste domingo, 05. Apesar de ter perdido nas urnas, Aécio virou quase um segundo presidente do país, já que se tornou a principal figura de oposição em Brasília. Exatamente por isso e também pelo futuro que pode ter o político, diversos empresários estão realizando uma aproximação. Um desses casos é o da TV Record.

O curioso é que foi uma mídia considerada contrária ao Governo que sinalizou essa aproximação entre as duas partes. De acordo com a revista Veja, o presidente da Record, Luiz Claudio Costa, convidou pessoalmente Aécio para participar da tradicional festa de Parintins, que aconteceu no fim de semana passado no estado de Amazonas.

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 De acordo com a publicação, a intenção do encontro foi mesmo botar a conversa em dia enquanto ambas as partes viam os bois (Garantido e Caprichoso) passarem. Outras celebridades, empresário e políticos também receberam o convite da Record.

É bem estranho ver essa aproximação da emissora em um momento que ela aparece cada vez mais distante de Dilma Rousseff. No passado, o bispo Edir Macedo e a presidente da república mostravam uma quase amizade. A chefe maior do pais esteve presente, por exemplo, na inauguração do Templo de Salomão, sede mundial da Igreja Universal, que é localizada no estado de São Paulo. Em reportagem da Folha de São Paulo publicada também na última semana, o apoio do governo ficou mais claro no quesito comercial.

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Record recebeu mais dinheiro do que o SBT nas inserções comerciais de propagandas governamentais. Curioso também é saber que isso ocorreu sabendo-se que na média de audiência do tempo considerado, o SBT foi bem melhor no Ibope nacional do que a própria Record.  O argumento que vem de Brasília é que pelo fato da Record ter mais programação ao vivo do que o SBT, o intervalo vale bem mais. Com menos de 10% de aprovação no país, Dilma agora vê um antigo aliado debandando para a concorrência.