Foram condenados à prisão ex-executivos da construtora Camargo Corrêa que estavam envolvidos nos esquemas de #Corrupção da Petrobras. O juiz Sergio Moro, juiz titular da Operação #Lava Jato, condenou os ex-executivos por crime de corrupção, lavagem de dinheiro e envolvimento e atuação em organização criminosa, que superfaturava e efetuava pagamentos de propinas para conseguir contratos de obras de refinarias da estatal Petrobras. É a primeira condenação dos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras.

Entre os condenados estão o presidente da empresa, Dalton Avancini e dois executivos, Eduardo Leite e João Auler, que já haviam sido presos em novembro de 2014 e que recentemente foram demitidos.

Os dois estão em sistema de prisão domiciliar. Eduardo Leite e Danton Avancini haviam feito um acordo de delação premiada, que os favoreceria com penas mais brandas. Ambos disseram que a construtora estava entre as empreiteiras que faziam acordos de propina em troca de contratos na Petrobras. Já o outro condenado, João Auler, não quis colaborar com a #Justiça. Auler presidia o conselho da Camargo Corrêa e foi também demitido.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a construtora pagou de propina diretamente à Diretoria de Abastecimento da Petrobras o valor de R$ 50 milhões e esse mesmo valor foi definido pelo juiz Moro como ressarcimento à estatal, além de outras multas que os condenados deverão pagar. Vale ressaltar que esse valor representa apenas 1% do valor das obras.

Os outros condenados são Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, o doleiro Alberto Youssef e Jayme de Oliveira Filho, policial federal que fazias as entregas de dinheiro.

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Os condenados podem recorrer da decisão do juiz ao Tribunal Regional Federal da 4ª região e caso este mantenha a decisão de Moro, eles ainda podem recorrer ao Tribunal Superior de Justiça.

Como ficaram as sentenças

Dalton Avancini - 15 anos e 10 meses e multa de R$ 1,2 milhão

João Auler - 9 anos e 6 meses e multa de R$ 288 mil

Eduardo Leite - 15 anos e 10 meses e multa de R$ 900 mil

Paulo Roberto Costa - 6 anos e R$ 373 mil de multa

Alberto Yussef - 8 anos e 4 meses e R$ 593 mil de multa

Jayme de Oliveira Filho - 11 anos e 10 meses e multa de R$ 285 mil.