Segundo informou a Agência Reuters Brasil, o Deputado Federal Eduardo Cunha, que é Presidente da Câmara dos Deputados afirmou que em 30 dias terá uma posição sobre o pedido de Impeachment da Presidente Dilma Roussef que já foi protocolado na 'casa'. Porém deixou claro que o impedimento não deveria ser usado em hipótese nenhuma como um recurso eleitoral.

Cunha já havia rejeitado outros pedidos de impeachment, porém desta vez revela que vai aguardar a posição das áreas técnicas responsáveis da Câmara dos Deputados e de alguns juristas de fora da 'casa'.

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Ao ser entrevistado por alguns jornalistas Cunha afirmou que "pediu mais de uma análise jurídica" e que ele vai ler com o cuidado necessário todas as análises e também o pedido de impeachment, "para que possa dar uma posição de acordo com o seu convencimento".

Cunha ainda reafirma que " Na tese, a minha posição é que o impeachment precisa ser usado conforme a Constituição Federal, e não como recuro eleitoral".

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O Deputado Eduardo Cunha acredita que caso aconteça o impeachment da presidente Dilma Roussef, será um duro golpe na consolidação da democracia brasileira.

Quando Cunha foi questionado se o impeachment poderia ocorrer por causa da baixa popularidade da Presidente Dilma, ele posicionou dizendo que "essas coisas precisam ser resolvidas na Política, a democracia no Brasil vem se consolidando com o tempo, não dá pra gente andar para trás".

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Se Eduardo Cunha rejeitar o pedido de impeachment da Presidente Dilma, aqueles que querem a abertura do processo de impedimento da Presidente, podem recorrer da decisão do presidente da Câmara, junto ao plenário da 'Casa'.

Cunha também acredita que é preciso voltar a se discutir sobre a possibilidade da volta do parlamentarismo o quanto antes e que a aprovação deve acontecer através de um plebiscito, de forma legitima para não se configurar em um "golpe branco".

Eduardo Cunha aproveitou a ocasião para afirmar que a governabilidade do Brasil esta em um momento de fragilidade, pois o governo já não tem mais uma maioria consolidada no Congresso Nacional.

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