O ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL), é um dos alvos da chamada Operação Politeia, mais uma etapa da já conhecida Lava Jato, que foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14). A pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta fase devem ser cumpridos 53 mandados de busca e apreensão em Brasília, Alagoas, Bahia, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Na Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília, foram apreendidos um Porsche, uma Ferrari modelo 458 Itália, cuja edição atual custa 1,95 milhão de reais, e uma Lamborghini, avaliada em quase 4 milhões de reais. Os automóveis foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Policiais federais cumpriram mandado também na TV Gazeta, filiada à Rede Globo em Alagoas, que pertence à família Collor e tem o senador como um dos acionistas. Collor foi citado no depoimento do dono da empresa UTC, Ricardo Pessoa, e também na delação premiada do doleiro Alberto Yossef, como um dos beneficiários do esquema de Corrupção da Petrobrás.

Na página do senador Fernando Collor no Facebook, foi colocada uma nota com o título "Repúdio veemente a uma operação aparatosa". No texto, a defesa de Collor classifica a medida como "invasiva e arbitrária" e afirma que os fatos investigados datam de mais de dois anos, sem que o ex-presidente tenha sido chamado para prestar esclarecimentos.

Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o principal motivo das apreensões é evitar a destruição de provas e documentos que comprometem os investigados.

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Além do ex-presidente, os outros alvos desta operação são o senador Ciro Nogueira (PP/PI), o deputado Eduardo da Fonte (PP/PE), o ex-deputado João Pizzolati (PP) e os ex-ministros Fernando Bezerra (PSB/PE), da Integração Nacional, e Mário Negromonte (PP/BA), das Cidades, ambos do governo Dilma.

Através de sua assessoria, Negromonte, que também foi deputado federal e atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia, confirmou que agentes da polícia federal estiveram em sua casa e em seu gabinete. Em uma nota, declarou ter colaborado com os trabalhos.