A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (14) mais uma fase da operação Lava Jato. O seu novo desdobramento ocorre através da Operação Politeia, ação da PF que visa cumprir 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do procurador-geral da república, Rodrigo Janot, envolvendo seis processos.

Destes 53 mandados, sete são realizados em Alagoas e tem como principal investigado o ex-presidente e atual senador da república, Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que é dono da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no estado.

Fernando Collor é novo foco de Operação Lava Jato

Com o mandado de busca e apreensão em mãos, a Polícia Federal entrou nos escritórios da afiliada da Rede Globo e apreendeu computadores e documentos que podem indicar o envolvimento de Collor no mega esquema de Corrupção na Petrobras, que vem sendo investigado desde o lançamento da Operação Lava Jato.

O mesmo foi realizado nas residências do senador, onde a PF apreendeu carros de luxo, como um Porsche, uma Ferrari e um Lamborghini, além de documentos e computadores.

Políticos investigados na Operação Politeia

Além do ex-presidente Collor, a Polícia Federal ainda realiza busca e apreensão em residências, escritórios e endereços comerciais de outros políticos, como o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e o ex-ministro das cidades, Mário Negromonte (PP-BA).

Ao todo são 53 mandados, sendo que catorze foram realizados nesta terça (14).

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Lava Jato Corrupção

Além dos sete mandados para Alagoas, a Polícia Federal ainda cumpre outros oito em Pernambuco, doze no Distrito Federal, onze na Bahia e cinco nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

No primeiro dia de realização da Operação Politeia, a Polícia Federal apreendeu em somente uma das empresas investigadas, a quantia de R$ 3,67 milhões em espécie. De acordo com o Estadão, a PF não divulgou quem seria o dono do dinheiro, mas informou que a apreensão foi realizada em uma das empresas investigadas em São Paulo.

Em nota, Fernando Collor de Mello disse repudiar com veemência a operação da Polícia Federal em sua residência em Brasília e considerou a Operação Politeia como uma medida invasiva e arbitrária. Já de acordo com os agentes federais, o objetivo da busca e apreensão foi “evitar que provas sejam destruídas pelos investigados”.

O termo Politeia originou-se na Grécia Antiga e foi utilizado por Platão no livro “A República”, para descrever o que seria uma forma de governo perfeita, em que a ética sempre prevalecesse à corrupção.

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