A Câmara dos Deputados já encaminhou para a apreciação do Senado uma série de medidas que aumentam consideravelmente o gasto público, em um momento que o Governo federal vem priorizando a economia de gastos em todas as esferas do governo.

A presidente Dilma Roussef, recebeu para um jantar na noite desta segunda-feira (10), cerca de 40 senadores, dos 81 representantes do Senado Federal e 21 ministros.

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Neste jantar, segundo informações obtidas pelo portal de notícias G1, a presidente Dilma solicitou a colaboração dos senadores para modificar ou mesmo barrar as denominadas "pautas-bomba".

Conforme o vice-presidente do Senado Jorge Viana (PT-AC), a presidente Dilma não se referiu especificamente a nenhum projeto, apenas "deixou clara" a sua preocupação com medidas que se aprovadas, vão criar despesas permanentes para o governo federal.

O senador Jorge Viana ainda afirmou que Dilma, "solicitou a colaboração de todos, sem um embate direto com a Câmara dos Deputados", pois neste momento é preciso encontrar maneiras coerentes de ajudar o país, com a criação de uma agenda que não prejudique o Brasil neste momento de crise.

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Viana salientou que a presidente "tem muita confiança no Senado, pelos estados que lá estão representados" e disse ainda que espera sinceramente que o Senado "seja a casa revisora das propostas, afim de barrar ou modificar os projetos em prol do Brasil". 

O vice-presidente do Senado deixou claro que a presidente Dilma se mantém otimista e espera que a crise seja superada logo e que o país volte aos trilhos do crescimento.

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O senador disse que Dilma Roussef fez um pequeno discurso direcionado a todos os presentes, e segundo Jorge Viana a presidente disse que "respeita a autonomia da Câmara dos Deputados e do Senado, entretanto ela faz um apelo ao bom senso", para que a referida "pauta-bomba" seja vetada.

Entenda mais sobre a "pauta-bomba"

Na semana passada, o governo teve mais uma derrota na Câmara dos Deputados Federais, quando a chamada "pauta-bomba", avançou para a aprovação do Senado.

Foi aprovado pelos deputados em primeiro turno uma proposta que vincula a remuneração salarial dos procuradores de estado, integrantes da Advocacia-Geral da União e delegados a 90,25% dos valores recebidos pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta medida se aprovada vai impactar diretamente em R$2,5 bilhões nas contas públicas, de acordo com estudos realizados pelo Ministério do Planejamento.

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Outra medida que causará grande impacto nas contas do governo caso aprovada é em relação ao projeto que aumenta correção do saldo do Fundo Nacional de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), se aprovada, de acordo com o governo vai aumentar os juros do sistema habitacional, prejudicando programas como Minha Casa, Minha Vida.

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