Que a máquina pública é grande, inchada, lenta e custosa aos cofres públicos, todos sabem. Mas quem não sabia era a presidente da República.Agora descobriu que não há necessidade de 39 ministérios e autorizou o corte de 10, até setembro. Com isso, vai começar a dança das cadeiras. O que fazer com o pessoal que vai sobrar? Questão não respondida, e que será um problema para a presidente.

Dilma Rousseff não aguentou as pressões, de dentro e fora do governo, para aplacar a"fúria" da oposiçãoe das ruas.

Era necessário uma notícia que fosse condizente com a atual crise que atravessa o país. Tomar uma medida, que durante tanto tempo foi cobrança de tantos, não deve ter sido fácil para a presidente. Logo agora que o Brasil passa por um momento de esfacelamento político e ético, em que até os aliados estão dificultando a vida da presidente, não aprovando projetos de interesse do governo, cortar pastas podeter sérias consequências.

Durante a campanhapara releição, a então candidata Dilma afirmava que quem defendia a redução de ministérios em uma referência às propostas de Aécio Neves e Marina Silva tinha cegueira tecnocrática.

Conforme o jornal Folha de S.Paulo, anotícia do corte de ministérios foi dada pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, nesta segunda feira, 24.Além da redução, também haverá cortes em secretarias e cargoscomissionados.Porém, a notícia mais parecefumaça do quefogo.

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Política

As alterações devem ocorrer até setembro, portanto, nomês que vem, que começa daqui a umasemana. Mas o ministro ainda não sabe dizer quais mudanças ocorrerão. Só afirma que a reforma administrativa "vai melhorar a gestão da máquina pública".

Assunto de tal importância para o país, já tem meta definida para corte, 10, no entanto, segundo Barbosa, durante o mês de setembro, e que vai avaliar junto com os demais ministros, e todos os órgãos envolvidos,as questões de gestão e eficiência pública e Política.

O objetivo do governo é reduzir o número de secretarias e cargos comissionados, que chega a 22 mil. Destes, 74% são de funcionários públicos. Com as medidas de redução de pastas, o Planalto pretende reduzir as despesas de custeios, ou seja, aquelas do dia-a-dia, luz, água, passagens aéreas, entre outras.

Nelson Barbosa garante que as medidas propostas não afetarão os programas sociais, carro-chefe do governo.

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