A presidente Dilma Rousseff enfrenta mais uma difícil missão em seu governo. Desta vez, a presidente defende a volta da cobrança do imposto sobre movimentações financeiras, a CPMF. Este imposto já havia sido cobrado sobre todas as transações financeiras em gestões anteriores, com o intuito de custear as verbas destinadas para  a saúde brasileira.

Em visita ao estado do Ceará, nesta última sexta-feira, dia 28 de agosto, a presidente voltou a defender a volta do imposto.

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Em reunião com portas fechadas, o assunto foi discutido com lideranças políticas e empresariais. Nesta reunião, Dilma afirmou que a volta do imposto seria necessário para que possa dar um suporte maior às ações de Saúde do governo em todo o Brasil.

A proposta estudada pelo Planalto visa recriar o imposto sob uma nova denominação: a CIS (Contribuição Interfederativa da Saúde). A intenção é que haja uma divisão entre a União, Estados e Municípios para que seja feito o financiamento à saúde. O percentual de contribuição seria o mesmo da antiga CPMF, ou seja, os 38%. Esta última vigorou até o ano de 2007, quando foi extinta.

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As reações contra a recriação do imposto

As discussões em torno da proposta já começam a suscitar muita resistência. A Câmara dos Deputados já deu sinais de que poderá barrar a proposta. O vice presidente Michel Temer, na semana passada, já anunciou a sua saída da frente de negociação do governo. Este já sinalizou que esta proposta não seria aprovada nem na Câmara, nem no Senado. Segundo ele: "Não é momento de propor aumento de imposto com o país em recessão".

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Política

Esta mesma opinião foi compartilhada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

A presidente Dilma Rousseff também recebeu o apoio de alguns políticos, tais como alguns governadores. São eles: Camilo Santana (PT-CE), Rui Costa (PT-BA), Ricardo Coutinho (PSB-PB), Robinson Faria(PSD-RN) e Flávio Dino (PC do B-MA). Este último defende a aprovação na nova CPMF, desde que possa haver alternativa para as contribuições, como, por exemplo, para a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e a taxação sobre as grandes fortunas.

Quem apoia  a volta do antigo imposto é o ex-presidente Lula. Em uma de suas recentes declarações, ele afirmou a necessidade do novo imposto e ainda reforçou o argumento de que o mesmo nunca deveria ter sido extinto.

No encontro com políticos e lideranças empresariais em Fortaleza, Dilma Rousseff pôde sentir o descontentamento dos empresários com a proposta de recriação do imposto. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o empresário Beto Studart, falou em nome dos industriais ali presentes.

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"Como podemos ser otimistas, se nos vemos obrigados a cortar empregos, enquanto o governo se arrasta nos ajustes da máquina e nos traz de volta a malfadada CPMF" , declarou .  

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