Em março de 2014, a Polícia Federal começou a investigar grupos de criminosos que se utilizavam de uma rede de postos de gasolina e lavanderias para “lavar” dinheiro. Como resultado, descobriu o envolvimento de diretores da maior estatal brasileira, políticos e funcionários das maiores empreiteiras do país, no que é até hoje o maior esquema de corrupção do Brasil. O que não se sabia então, era onde a chamada Operação Lava Jato chegaria.

Principais fases

Logo na primeira fase, entre os 17 presos estava o doleiro Alberto Youssef. Na época a PF acreditava que o montante de dinheiro movimentado pelas quadrilhas seria de dez bilhões de reais em dez anos. Ainda em março de 2014, na segunda fase, foi preso temporariamente o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que voltou a ser preso em junho, por não ter revelado possuir dupla cidadania e contas na Suíça com saldo de 23 milhões de reais.

Em novembro, já na sétima fase, foram presos os executivos das empreiteiras OAS, Camargo Corrêa, Engevix, Odebrecht, UTC e Queiroz Galvão, todos suspeitos de pagamento de propina para obter contratos com a Petrobras.

Em 2015, as investigações avançaram e mostraram o envolvimento de políticos e pessoas ligadas a partidos. Nos primeiros meses do ano, foram presos Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, e João Vaccari Neto, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT).

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Lava Jato

A seguir, foi a vez de outro ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e dos ex-deputados federais André Vargas e Luiz Argôlo. Nesta etapa, iniciaram-se as investigações de desvios de dinheiro no Ministério da Saúde e na Caixa Econômica Federal.

De junho a agosto, foram presos os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. Foi revelado o envolvimento da Eletronuclear e preso o presidente licenciado da empresa Othon Luiz Pinheiro da Silva, suspeito de ter recebido R$ 4,5 milhões em propina.

Na sequência, foi preso por tempo indeterminado o ex-ministro José Dirceu, já condenado pelo Mensalão do PT por corrupção ativa, e seu irmão. Desta vez a acusação é de corrupção e lavagem de dinheiro. Já na fase 18ª, a Lava Jato investiga um operador do esquema que teria arrecadado R$ 50 milhões em contratos do Ministério do Planejamento.

Condenados

Até hoje, 33 pessoas foram condenadas por participação no esquema de corrupção da Petrobras.

A maioria, (16), ligadas a Alberto Youssef, que é o recordista em condenações. Com o acordo de delação premiada, deve cumprir três anos de prisão em regime fechado.

Da Petrobrás foram condenados dois ex-diretores: Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.

Na semana passada, a Camargo Corrêa comprometeu-se a devolver R$ 700 milhões aos cofres públicos.

Futuro

Com a continuidade das investigações espera-se que, além de punir os criminosos, grande parte do dinheiro roubado seja devolvido.

Por enquanto na 18ª fase, a PF ainda tem muito trabalho pela frente.

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