Conforme divulgado no portal G1, o ex-presidente Lula está de volta no comando da reação do governo à pior crise Política dos últimos tempos. 

Diante de uma crise sem precedentes, o país entrando em recessão, com Dilma desnorteada, enfraquecida, despencando nas pesquisas de opinião, sem apoio da base aliada e de seu próprio partido, o governo tem um grande problema a resolver, que transcende a questão econômica. O aprendizado ao longo dos anos, a mídia cobrindo todos os escândalos do país, acaba em um amadurecimento da população brasileira, independente de renda e de escolaridade, que tem levado o povo para as ruas, gritando contra os políticos, a corrupção e o governo.

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Esse cenário traz desconforto e apreensão ao Planalto.

Segundo especialistas, o Brasil carece de lideranças que sejam capazes de reunificar o país. Era o que faltava para que Lula assumisse, pessoalmente, os bastidores da reação à crise.

Foi ideia dele a aproximação de Dilma com Renan Calheiros. O ex-presidente articulou as negociações com o Senado, com a ajuda de José Sarney. Um golpe de mestre que neutralizou Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, e já trouxe algumas vantagens para a presidenta.

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Lula encorajou Dilma a fazer uma reunião de emergência, no último dia 6, no Palácio da Alvorada, com os ministros petistas mais próximos. No dia seguinte, no Instituto Lula, foi a vez do ex-presidente se reunir com os mesmos ministros.

Na semana passada, Luis Inácio Lula da Silva tomou café da manhã, no Palácio do Jaburu, com Renan, Temer, senadores petistas, aliados e parlamentares do PMDB, formadores de opinião.

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Lula Política

Conversou com o Tribunal de Contas da União, o que pode ter influenciado o Tribunal a dar um prazo maior para o governo explicar as pedaladas fiscais. 

Lula conversou, reservadamente com Dilma, na véspera das manifestações populares, alertando a presidente para a gravidade da situação e falando da necessidade de ceder mais espaço para o PMDB. A conversa trouxe de volta uma relação amigável, que estava estremecida desde março, quando, em um jantar, os dois conversaram de forma dura.

De acordo com pessoas próximas a Lula, o ex-presidente está assustado com tudo o que está acontecendo, e as prisões de empreiteiros próximos a ele, na operação Lava Jato. Ficou abalado quando o conteúdo de uma ligação telefônica dele com um ex-executivo da Odebrecht, foi divulgado.

Petistas aliados de Lula revelam que a posição contundente do ex-presidente de reação aos oposicionistas e sua reaproximação de Dilma é uma questão de pragmatismo diante da situação do país.

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