Nesta quarta-feira (26), o procurador-geral da República Rodrigo Janot está sendo sabatinado para recondução ao cargo por mais dois anos. A indicação, feita pela presidente Dilma Roussef, precisa ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, a seguir, pelo plenário do Senado. A votação é secreta.

Dos treze senadores investigados na Operação Lava jato, dez fazem parte da comissão de sabatina de Janot.

Destes, oito são membros titulares da CCJ e dois são suplentes: Fernando Collor e Lindbergh Farias. Os suplentes não possuem direito a voto no parecer a ser encaminhado pela CCJ ao Senado.

Como já era esperado, o senador Fernando Collor (PTB/AL), estava preparado com uma série de acusações contra Rodrigo Janot. Collor, que foi denunciado pelo próprio procurador-geral na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, passou a integrar o colegiado há uma semana.

O senador chegou ao plenário vinte minutos antes do início da sessão e ocupou lugar na primeira fila.

Acusação e defesa

Utilizando-se da tática do ataque para encobrir sua improvável defesa das acusações na Lava Jato, Collor afirmou ter sido o procurador-geral o responsável pelo aluguel de uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, que não possuía o devido alvará e custaria R$ 67 mil por mês.

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Ao que Janot respondeu que foi apresentado um alvará falsificado e logo que o fato foi descoberto, o aluguel foi cancelado. O senador também mencionou que Janot teria advogado quando já fazia parte do Ministério Público e que teria escondido seu irmão procurado pela Interpol. Janot se negou a falar sobre o caso, alegando respeito aos mortos e ao fato de que o acusado não teria como se defender. O referido irmão morreu há cinco anos.

Quanto ao fato de ter advogado, lembrou que é permitido para quem ingressou no MP antes da Constituição de 1988, que é o seu caso.

Outra questão levantada por Collor foi o vazamento de nomes citados nas delações premiadas da Lava Jato. Janot devolveu a acusação à imprensa, alegando que o que houve foi especulação e que a prova disso seria o aparecimento de alguns nomes errados.

Também acusado de ter contratado a empresa de comunicação Oficina da Palavra para assessorar a PGR sem licitação, Janot afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu que não houve irregularidade.

Palavras de Collor

Em seu discurso, o senador referiu-se a Janot como “sujeitinho à toa” e perguntou: “Possui ele a estabilidade emocional, a sobriedade que sempre lhe falta nas vespertinas reuniões que ele realiza na procuradoria?” E ao encerrar, disse: “Trata-se de um fascista da pior extração”.

Collor deixou o Senado visivelmente irritado.

 

 

 

 

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