Parece que a crise Política não tem fim no Planalto. Todo diaa presidente Dilmase depara com uma novidade contra seu Governo, seja dos aliados, seja dos oposicionistas. Desta vez, foi o vice-presidente Michel Temer que resolveu abandonar o barco da articulação política, cargo que segundo alguns deputados vinha desempenhando com certa competência.

Mesmo o ex-presidente Lula assumindo a articulação nos bastidores do governo, tentando apaziguar os ânimos em Brasília e aconselhando Dilma a ceder em algumas posições, junto ao PMDB, não adiantou.

Conforme o portal G1, Michel Temer, que teve uma conversa franca com a presidente, nesta manhã de segunda, 24, mostrou todo o seu descontentamento e falta de prestígio, junto ao Planalto. Temer foi sincero ao falar de seu desgaste político, após ter declarado que o Brasilprecisava de um líder para reunificar o país. Por essa declaração, o vice-presidente foi criticado e hostilizado por ministros petistas.

Dilma tentou contornar a situação, elogiando o vice, mas não adiantou.

Um outro episódio quecontribuiu para a decisão de Temer de deixar a articulação política do governo foi o embate que teve com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na semana passada. O vice pediu a Levy a liberação da verba deR$ 500milhões, para fazer frente aos compromissos assumidos, junto a aliados, para pagamento de emendas parlamentares e assim, obter sucesso nas articulações que vinha costurando.

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Governo Política

Levy recusou, argumentando que não há caixa. Temer reagiu, dizendo que não iria se desgastar não cumprindo acordos com as bases.

Como se não bastassem esses fatos, Michel Temer sentiu que estava sendo deixado de lado nas conversas com os parlamentares, e o seu lugar, estava sendo ocupado por Giles Azevedo, assessor especial da Presidência e ex-chefe de gabinete de Dilma.

Na versão oficial, o vice-presidente deixa a função de articulador do dia-a-dia da política do governo, para se dedicar "às grandes questões da macropolítica".

Como o Brasil não para, apesar de todas as dificuldades atuais, Dilma precisa de alguém para continuar conduzindo as questõesde interesse do governo com parlamentares da base aliada. Para essa função, a presidente pediu ao ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha,que já dividia com Temer a articulação, para comandar sozinho o barco.

O Planalto está assustado. Depois de tanto fogo amigonos últimos tempos, Dilma receia que Michel Temer abandone de vez o governo e sedebande para o lado de seu desafeto, Eduardo Cunha.

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