Neste momento, se o #Governo fosse um time de futebol, #Dilma Rousseff seria o típico treinador que faz todas as substituições possíveis para obter o resultado. Em busca de soluções estratégicas para conter o avanço da crise política, a presidente está dando continuidade, durante essa semana, a uma profunda reforma ministerial mexendo em peças importantes na linha de frente de sua equipe.

A mudança que mais chama a atenção é a saída do petista Aloizio Mercadante do comando da Casa Civil. Ele é homem de confiança do governo desde a primeira gestão de Lula, e já ocupou diversos cargos importantes. Para o seu lugar, Dilma deve confirmar o nome de Jaques Wagner, atual ministro de Defesa.

A saída de Mercadante da Casa Civil era um sugestão dada pelo próprio Lula, que só agora será atendido por Dilma.

Aldo Rebelo, do PCdoB, ocupará a pasta da Defesa. Com isso, ele deixa o Ministério da Ciência e Tecnologia, que, em um primeiro momento, seguirá vago. Eduardo Campos, falecido em trágico acidente de helicóptero no ano passado, foi o titular da pasta durante o governo Lula. Disposta a recolocar o PSB, partido de Campos, no ministério, Dilma já articula com interlocutores do partido para agilizar um novo nome.

A nomeação de Wagner para a titularidade da Casa Civil era uma exigência do PMDB, que teve todas as suas demandas atendidas por Dilma. O partido do vice-presidente Michel Temer, a partir de agora, terá bem mais espaço no governo, o que naturalmente esfriará qualquer possibilidade de impeachment.

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Por orientação de Lula, José Eduardo Cardozo seguirá como Ministro da Justiça. Ricardo Berzoini seguirá na Secretaria Geral de Governo e Edinho Silva nas Comunicações. Com a saída de Arthur Chioro, demitido por telefone, segue em aberto a vaga para o Ministério da Saúde. Nos próximos dias, o PMDB deverá apresentar um nome para a pasta.

Dilma ainda estuda a possibilidade de reduzir o número de ministérios e não descarta fundir áreas que se assemelham em uma só. De qualquer forma, outros anúncios serão feitos durante essa semana. #Reforma política